Dia a Dia

Educação versus saúde

DÉCIO MARTINS CANÇADO

3 de agosto de 2021

Recentemente, pude notar um certo “arroxeamento” na história política brasileira. Durante recente campanha eleitoral, comentou-se sobre a ‘flacidez glútea’ de determinado candidato, além de seu’ hábito felino’ de caminhar sobre o muro, além de tantas outras colocações desairosas sobre o comportamento deste ou daquele político.

Essa associação de aberrações éticas põe-me a pensar: “Onde andaria o respeito básico ao cidadão brasileiro, hoje responsável direto pela ascensão de outros cidadãos, candidatos a qualquer cargo eletivo?”

O comportamento ético da nação será, certamente, reflexo daqueles que a dirigem. O controle emocional desses dirigentes influenciará diretamente a sociedade, que se sentirá segura ou não, dependendo das atitudes que forem tomadas. A corrupção genética torna-se câncer congênito, cujas metástases estão a aumentar o tráfico de influências, gerando custos sociais insuportáveis para a nação.

Quando penso no binômio educação/saúde, fico apavorado. Verbas desperdiçadas, desviadas. População cada vez mais carente.

Se tratarmos a educação como investimento, o mesmo será rentável, não a curto prazo, mas o que é o tempo em relação ao futuro da nação? Por que desvalorizar os que trabalham com educação? Professores bem preparados e, consequentemente, bem pagos terão condições de uma vida honrosa, calcada em preceitos sólidos, cura importante para a doença social que vivemos. É imprescindível reciclar-se o estado da educação do Brasil.

E quando penso na saúde é que realmente perco o sono. Hospitais sem verbas suficientes, dependendo de doações, profissionais nem sempre bem remunerados, falta de leitos, de equipamentos e de medicamentos. Quantos pacientes dependendo de atendimento, esperando em filas intermináveis, muitas vezes, encaminhado para outros hospitais, no meio da madrugada…

O pior aspecto disso tudo é que verbas existem, a arrecadação é suficiente, mas, nas mãos de dirigentes políticos desonestos e inescrupulosos, quase sempre são tragadas pelos desvios e pelo roubo, com o nome muito atual de corrupção.

Associando a Educação à Saúde, não é difícil encontrarmos faculdades formando grande número de profissionais, muitas vezes sem condições técnicas e científicas suficientes para exercerem sua profissão.

Há algum tempo. foi noticiado o caso de pacientes tomando leite com café, ou sopa, na veia, ao invés do soro necessário e prescrito; concentração dos mesmos em grandes hospitais, em detrimento do necessário atendimento em áreas carentes, ou mais afastadas.

Ficamos boquiabertos ao vermos os noticiários.

Atualmente, durante a pandemia, de maneira especial, no seu início, os fatos eram alarmantes, com falta de vacinas, com dúvidas sobre sua eficácia, com divergências entre especialistas sobre qual medicamento era mais indicado, ou não. Saúde é assunto muito sério, assim como a educação, e deveria ser tratado com mais responsabilidade, competência e a devida agilidade.

Que saibamos refletir muito bem a respeito de nossos representantes, tanto no legislativo quanto no executivo, para que possamos ter decisões mais acertadas e urgentes nos próximos anos, independente de partido político.