Dia a Dia

As dez pragas do Egito – Parte 1

POR LUIZ GUILHERME WINTHER DE CASTRO

22 de março de 2021

O livro mais lido do mundo e também questionado pelos que nele pouco ou nada acreditam, narra o episódio das dez pragas do Egito, para dar uma lição ao faraó e ao povo egípcio. Eram dez pragas e veremos uma a uma, com algum pequeno comentário. Pelo pouco que sabemos da história universal, desde os tempos remotos a que podemos chegar, o mundo sempre foi infestado por pragas. Isso sem falar na “maior praga” da humanidade, que é o próprio homem. Há uma famosa definição atribuída a Thomas Hobbes e ele dizendo: “ – O homem é o lobo do homem. ” Vemos a mesma frase com outras construções, mas, sempre dizendo o mesmo.

O que importa agora, para nós, é dar um “passeio” lá nos tempos do Egito antigo. Realmente, ele tem uma história que vale a pena conhecer e uma cultura que, segundo os especialistas, também deixou heranças e muitas curiosidades para a posteridade. Mas, nos atenhamos às pragas citadas no livro sagrado, a nossa Bíblia, para relembrar o que aconteceu e podermos verificar que tais pragas, se hoje não chegam para nós como um castigo divino, pela ira de Deus, como se fala no livro, ao menos, elas continuam assolando nossa vida em maior ou menor escala. Na Bíblia, consta que Moisés tentava convencer o faraó deixar seu povo hebreu partir. O faraó relutava e, então, Deus, para mostrar quem realmente manda, enviou as pragas.

01) A água vira sangue. Toda a água do Egito transformou-se em sangue. Mesmo os rios, ficaram todos contaminados. Os peixes foram exterminados, morreram todos. – Imaginemos o que passou o povo, hein!? Sem água, com sede e ainda conviver com o odor de sangue!

02) A praga das rãs. Arão era irmão de Moisés. Depois de Arão estender a mão sobre o Egito, surgiram rãs por todos os lados do país. Arão acompanhou Moisés por todo o processo, por todos os acontecimentos. – Já pensaram ter as dependências de nossa casa invadidas por rãs? Que vida teríamos!

03) Os mosquitos. Depois da praga das rãs, o Egito recebe nuvens de mosquitos a encobrir a população e os animais. Isso também se deu após Arão novamente estender a mão sobre o Egito. – O que a população sofreu e sentiu com tal praga, talvez não seja descritível. Nós, que já nos aborrecemos com mosquitos e pernilongos que nos atacam e atacam nossos alimentos, sabemos o quanto isso é ruim. Como, então, sofreram os egípcios, hein?!

04) As moscas. Uma praga semelhante a anterior, trouxe sobre o Egito incontáveis moscas. – Bem, deve haver diferença entre mosquitos e moscas. O Faraó, resolveu, então, libertar o povo. Deus retirou a praga. Mas, quando o Faraó viu que a praga acabou, revolveu aprisionar o povo hebreu novamente.

05) Peste nos animais. Pelo visto, Deus mostrou quem manda. Moisés estendeu a mão sobre o Egito. Deus, então, envia uma praga nos animais. Morreram muitos e os egípcios sofreram grandes perdas. – O faraó viu quem realmente manda, mas, sempre teimoso e renitente ainda não se deu por vencido.

06 A praga das úlceras. O faraó, a cada praga aceitava libertar os hebreus, mas, cessada a praga, ele detinha os hebreus novamente. O senhor ordenou a Moisés e Arão que pegassem bastantes cinzas em suas mãos e as jogassem para o alto, para o céu. Assim os dois fizeram e as cinzas se transformaram em úlceras e se espalharam por todo o Egito, atingindo as pessoas e os animais. – Como era teimoso e como se sentia tão poderoso o tal faraó, hein! Até parecia com muitos que conhecemos por aqui e nos dias de hoje. Bem, paciência! Mas, ele prejudicou seu país!

07) Chuva de pedras, outra praga. Faraó continuou resistindo. Deus pediu que Moisés estendesse sua varinha por todo o Egito, com exceção do lugar onde estava o povo hebreu, o povo escolhido e a ser libertado. Veio, então, uma chuva de pedras que destruiu toda a plantação. – Seria uma “varinha mágica”, igual àquela das fadas? Bem, continuamos vendo que o tal faraó era cabeçudo mesmo, teimoso, querendo ser mais esperto e mais poderoso que Deus. Por aqui, temos visto tais elementos, também!

LUIZ GUILHERME WINTHER DE CASTRO, professor de oratória e de técnica vocal para fala e canto em Carmo do Rio Claro/MG; ex-professor do ensino comercial com reg. no MEC, formado no Curso Normal Superior pela Unipac.