Dia a Dia

A Noviça Rebelde

LUIZ GUILHERME WINTHER DE CASTRO

28 de junho de 2021

Acredito que seja grande o número de pessoas ligadas a bons espetáculos cinematográficos e que já ouviram falar do filme “A Noviça Rebelde”. Trata-se de um clássico do cinema dos Estados Unidos da América do Norte realizado na década de sessenta. Chegava aos cinemas do país em 02 de março de 1965. O filme é um romance, um musical e ao mesmo tempo a história da família do capitão Von Trapp, seus sete filhos adolescentes e alguns, também, crianças ainda. O filme completou 51 anos neste ano de 2021.

Trata-se de uma história real, mas, romanceada para dar mais sabor e alegria à história da família, que depois de algum tempo começa a sofrer uma tragédia por conta da Segunda Grande Guerra Mundial.

O capitão Von Trapp, aposentado da Marinha, pelo que tudo indica, ficou viúvo com sete filhos para acabar de criar. De boa situação financeira e econômica, contrata governantas para ajudar a cuidar dos filhos. As crianças, de boa índole, mas, “arteiras”, não gostam de ser governadas e aprontam surpresas desagradáveis para cada governanta que o pai contrata. Sai uma, entra outra e também sai, sempre por culpa e conta das travessuras dos sete irmãos. Não conseguem “domar os capetinhas”.

A história acontece numa cidade da Áustria. Num convento católico, na cidade, uma jovem noviça do convento, Maria, que gostava de cantar e vivia perdendo a hora dos compromissos do convento, cuja disciplina era rígida, era tolerada por ser uma excelente moça, obediente, alegre e sem maldade alguma.

A cúpula do convento, vendo que Maria era uma rebelde ingênua, pacífica, de boa índole, sem maldade no coração, sabendo que a última governanta da mansão do capitão Von Trapp havia ido embora, convence Maria a ser a próxima, por achar que ela não tinha a verdadeira vocação para a vida religiosa. Poderia ser mais útil lá na mansão. Ela concorda e lá vai ela para a mansão do capitão. Apresentada, ela já deixa o capitão meio desconfiado, pelo seu jeito, suas atitudes meio atrapalhadas e já contestando a maneira como ele disciplinava as crianças. Mesmo assim, ele resolve testá-la. As crianças procuram logo de início aprontar uma travessura, mas, ela consegue contornar a situação e gradativamente vai ganhando a confiança e amizade de todos os sete irmãos. Cai nas graças deles e ela também se envolve emocionalmente com todos.

O capitão está noivo de uma condessa da capital da Áustria e vai buscá-la para apresentar aos filhos e formalizar o noivado e o futuro casamento.

Nesse meio tempo Maria se apaixona por ele e ele descobre que também está gostando dela. A candidata da capital do país, percebe, tenta afastar Maria do capitão e consegue. Os filhos não aceitam, correm para trazê-la de volta, pois, Maria havia retornado para o convento. Ela é convencida, outra vez, que não poderia fugir de sua missão e volta para a mansão. A condessa desiste e vai embora. Maria e o capitão se declaram e se casam, para alegria dos filhos.

Em plena Segunda Grande Guerra Mundial, o capitão se vê coagido a entrar para o movimento nazista e se recusa. Surge uma apresentação no teatro da cidade para a família de cantores e após o espetáculo, com ajuda das freiras, todos fogem da Áustria. Com muito custo e demora, desembarcam nos Estados Unidos da América do Norte e durante alguns anos sobrevivem da música, se apresentando ao público.

O filme é um excelente drama e musical também. Os compositores criaram músicas maravilhosas para os atores cantarem. Não citarei nomes deles e nem das músicas, é só procurar informações sobre o filme na mídia, onde poderão conhecer todos os maravilhosos participantes da trama. Maria, a verdadeira, escreveu um livro contando a história após a fuga para a América do Norte. É claro que a história na Áustria foi romanceada e musicada para fazer sucesso mundial. E fez. Eu vejo o filme por três ou até quatro vezes por ano, pois, a maravilha que ali ocorre, inclusive com a música, funciona também, ao menos para mim, como uma sessão de terapia.

A mansão da família hoje é um hotel e famoso ponto turístico.

LUIZ GUILHERME WINTHER DE CASTRO professor de oratória e de técnica vocal para fala e canto em Carmo do Rio Claro/MG, ex-professor do ensino técnico comercial formado no curso normal superior pela Unipac. E-mail: [email protected]