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Capilaridade das marcas

20 de abril de 2020

Passada a perplexidade diante da truculência do coronavírus, a turma da moda vai focando na busca de soluções para o problema. Enquanto estilistas & afins falam do aspecto conceitual do momento, os empresários têm que tomar decisões rápidas e ver logo uma maneira de refazer seus caixas. Com o comércio fechado, isso não é tarefa fácil.

A quantidade deles fazendo ‘lives’ na internet cresceu exponencialmente. Outros deram boas entrevistas. Entre os que falaram de modo mais objetivo, o dono da Reserva, Rony Meisler, foi o que descreveu uma solução clara e sintetizada para resolver o assunto. Com mais de cem lojas e milhares de pontos multimarcas + e-commerce, ele transformou em vendedores virtuais seus funcionários, atendentes de lojas e representantes e implementou as vendas via internet – vale dizer, ampliou o poder de capilaridade da marca. E vai continuar assim no pós-vírus. Para entender melhor, seria um sistema similar ao da Natura – só que apoiado em complexo apoio tecnológico. Os primeiros resultados já foram positivos.
Mais detalhes na entrevista ao site neofeed.com.br

VAIVÉM

No âmbito regional, as grifes estão se movimentando para resgatar o ritmo de vendas das coleções na fase pós-coronavírus. Mudanças serão inevitáveis. Entre as novidades que estão sendo cogitadas, constam a redução do numero de coleções-ano e novas datas de lançamentos – mais afinadas com a disponibilidade do lojista.

Com tantas indagações e inquietações sobre o futuro, o mundo busca na espiritualidade repostas – às vezes, quase impossíveis. Com o circuito da moda não é diferente. Na cena internacional, grandes estilistas ocupam a sua quarentena com livros e sites na internet sobre o assunto. Por aqui, quase todo mundo faz suas orações e pedidos – cada um com seu credo. Nunca se rezou tanto. Amém!

PONTO FINAL

A China saiu da crise do covid-19 com fome de consumo. É o que se entende com as vendas da Hermès em uma de suas lojas por lá, com movimento de quase três milhões de dólares -em apenas um dia. Não erramos, os números são esses mesmos. Dizem que é ‘compra de vingança’, isto é, o consumidor compensando o longo tempo de quarentena. Para os analistas, seria apenas uma bolha – que estouraria logo. O tempo dirá.