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Jornal Gente: Dia das Mães

8 de Maio de 2021

Uma vez me falaram que eu não tinha cara de mãe: e qual será a cara de mãe? Aliás, será que quem vê a cara da mãe sabe seu nome? Qual será o nome daquela cara que querem que a gente tenha: diminuta, passiva, complacente, que fala baixo, fala manso, perdoa e não responde… ou surtada, louca, raivosa, impaciente, descabelada!

O que esperam dessa cara: que mães não sofram, não durmam, não dancem, não vivam?

Quando eu nasci mãe, assim que nasceu meu filho, me esperaram esse manto sagrado e ao recusá-lo, perdi a minha cara de mãe, afinal, a minha cara de mãe é também a minha cara de mulher, cara essa que tem muitas facetas (depois da maternidade, acompanhada de olheiras). Além da minha cara de mãe existe o meu grito, a minha voz que berra que cara de mãe é a minha cara de mulher, que lugar de mãe é ocupando onde eu quiser. Quem acha que pra ser mãe tem que ter cara, te digo: pra ser mãe tem que ter peito e isso é muito mais do que uma cara, é a maior demonstração de amor no mundo”.

Somos muitas em uma só e esta é a minha homenagem ao Dia das Mães…