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PM promove campanha Agosto Lilás

Por Nathália Araújo / Redação

25 de agosto de 2021

2º Sargento Bruna Aparecida de Lima Sodré e cabo Rosane Costa Nascimento, responsáveis pela Patrulha de Prevenção Contra a Violência Doméstica, em Passos./ Foto: Divulgação.

PASSOS – A equipe do 12º Batalhão da Polícia Militar de Passos (BPMP) está promovendo atividades vinculadas à campanha Agosto Lilás, por meio da Patrulha de Prevenção, que aborda questões de conscientização sobre violência doméstica e familiar contra a mulher.

As ações devem ser realizadas até o fim deste mês, quando são comemorados os 15 anos da criação da Lei Maria da Penha. Entre as ações realizadas estão blitze, publicidade em plataformas de comunicação, entrega de panfletos, reuniões e palestras presenciais e virtuais.

De acordo com a responsável pela Patrulha de Prevenção, a 2º sargento Bruna Aparecida de Lima Sodré, a equipe atua com base nos registros de ocorrências e reincidência das agressões.

“Procuramos a vítima para apresentar nosso trabalho e perguntar se ela deseja que façamos um acompanhamento, o qual também é realizado com o agressor. Este é um trabalho preventivo e utilizamos os registros de medidas protetivas solicitadas e, assim, seguimos um protocolo de atendimento para tentar quebrarmos o ciclo da violência”, explicou.

A policial também destaca que o principal intuito da campanha é alcançar o maior número possível de mulheres, de modo que as incentive a denunciar as agressões, uma vez que a grande maioria tem medo de pedir ajuda.

“Infelizmente, a violência doméstica se tornou muito comum; inclusive, muitas pessoas nem sabem que são vítimas. Existe também o que chamamos de ‘cifra negra’, que são aquelas que não procuram por atendimento. Isto é, o caso existe, mas não temos o registro e, por isso, estamos aqui para apoiar, encorajar e atender as necessidades de todas mulheres”, completou a militar.

Em publicação divulgada no portal virtual da PMMG, o órgão menciona que após o registro de qualquer denúncia, os profissionais buscam cuidar da vítima e esclarecer o crime.

“A mulher pode estar acompanhada de testemunhas e apresentar documentos, bem como utilizar todas as formas de prova, buscando auxiliar a decisão do juiz sobre as medidas protetivas. O inquérito será encaminhado para a Polícia Civil e para o Ministério Público, que darão início a ação penal contra o agressor”, informa a PM.

Em relação aos atendimentos efetuados em Passos, conforme os dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG), no primeiro semestre, foram 446, o que representa um aumento de 2,29% em relação ao mesmo período do ano passado.