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Gedor Silveira realiza Semana do Agosto Lilás sobre violência contra a mulher

1 de setembro de 2021

O Evento foi organizado pela equipe multidisciplinar junto com todos os setores do hospital./ Foto: Divulgação.

S. S. DO PARAÍSO – O Hospital Gedor Silveira trabalha com uma grande demanda de pacientes em situação de vulnerabilidade, onde grande parte sofreu violência de seus parceiros e até de suas famílias. A promoção da ‘Semana do Agosto Lilás’ foi um evento organizado pela equipe multidisciplinar junto com todos os setores do hospital, com a finalidade de conscientização, informação e debate sobre o tema. De acordo com a psicóloga Natália Andrade, “a iniciativa marcou o mês de agosto com a sanção da Lei Maria da Penha, que protege vítimas de violência doméstica, e que agora em 2021 completa 15 anos”, comenta.

A programação teve a presença de vários convidados e participação efetiva de órgãos parceiros como a PPVD (Patrulha Prevenção a Violência Doméstica) da Polícia Militar de São Sebastião do Paraíso, da ONG Ajuda Mulher, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, da coordenação do Código Lilás da Santa Casa de Misericórdia, Ordem dos Advogados de São Sebastião do Paraíso, Guarda Municipal, ONG Ajuda mulher e diversos profissionais envolvidos com o combate à Violência Contra a Mulher.

A programação incluiu palestras, rodas de conversa, depoimentos, vídeos de conscientização e obteve grande participação das pacientes do Hospital. A programação contou também com um dia dedicado a uma roda de conversa com profissionais de todos os setores, além da equipe multidisciplinar (enfermagem, manutenção, limpeza, administrativo, farmácia).

Durante as conversações foi salientada a importância de cada um no combate a violência doméstica, a desconstrução do pensamento e da cultura que ainda aprisiona as mulheres nos ciclos de violência, e principalmente da importância da articulação em rede para trabalhar com tais demandas.

Conforme a psicóloga Natália Andrade, foi uma semana de grande importância para todos os envolvidos. O último dia do evento foi marcado pelo depoimento de homens e mulheres que compartilharam suas histórias, junto com o que aprenderam com o ciclo de palestras e conversas.

“Os pacientes criaram uma peça de teatro, onde produziram o roteiro, os ensaios e encenaram uma situação de violência e intervenção; mostrando um grande movimento de conscientização interna, e também de fortalecimento de vínculos”, comenta.

O evento foi finalizado com relatos fortes, emocionantes, mas também pelas falas de desconstrução vinda tanto dos homens quanto das mulheres, mostrando que o trabalho de base e a conscientização coletiva é a chave para romper padrões sociais adoecidos.

“Ao final, contamos com uma bela apresentação musical ao vivo, dança e um pouco mais de fortalecimento e esperança”, acrescenta Natália.

Segundo a psicóloga, a violência doméstica aumentou muito na pandemia e continua acontecendo, o que motiva a realização de ações para esclarecer e combater este tipo de prática. Foram reunidos especialistas, advogados, secretário de Assistência Social, psicólogos, médicos e enfermeiros para debater sobre os direitos e as possibilidades de apoio a estas mulheres.