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Psicóloga orienta sobre prevenção ao suicídio

Por Nathália Araújo e Carlos Renato / Redação

13 de setembro de 2021

Anuário Brasileiro de Segurança Pública revela que, em 2020, o número de suicídios no país chegou a 12.895, dos quais 1.656 foram registrados em Minas Gerais./ Foto: Reprodução.

PASSOS – A Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio e a Organização Mundial de Saúde (OMS) celebraram, nesta sexta-feira, 10, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. A data foi estabelecida em 2003 e, em 2015, inspirou a criação da campanha Setembro Amarelo que, neste ano, recebe o tema “Agir é Salvar Vidas”. No Brasil, a ação conta com o apoio do Centro de Valorização da Vida (CVV), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Para a psicóloga Juliana Freire de Lima, graduada pela Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) e membro da ABP, as ações de prevenção ao suicídio são fundamentais para a sociedade e necessitam de apoio popular. A profissional também afirma que o atual cenário, marcado pela pandemia do coronavírus, influenciou significativamente para o surgimento de problemas psicológicos e que pacientes que já apresentavam algum tipo de transtorno passaram a ter sintomas agravados.

“Vivemos um momento de muita instabilidade e, para controlar possíveis problemas psicológicos é importante que o corpo esteja bem, por isso a minha recomendação é para que as pessoas tenham rotinas planejadas, mantenham uma alimentação saudável e pratiquem atividades físicas. É normal que mudanças causem um estado patológico de medo, mas é importante que tenhamos controle para evitar a visão catastrófica”, orientou a psicóloga.

De acordo com os dados do Ministério da Saúde (MS), as doenças psicológicas que mais afetam a população brasileira são a ansiedade, depressão e Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).

“Basicamente, a depressão apresenta humor triste e visão negativa da vida. O transtorno de ansiedade faz com que exista grande preocupação com o futuro, além de estresse e angústia; o TOC, por sua vez, provoca picos muito elevados de ansiedade e sensação de descontrole de si mesmo”, disse Juliana.

Em documento do Caderno de Atenção Básica divulgado pelo MS, consta que, em casos de sintomas ou suspeitas de qualquer tipo de problema de saúde mental, os pacientes devem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) de referência, que são os locais responsáveis por providenciar o encaminhamento para atendimento especializado. Em emergências e tentativas de suicídio, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência pode ser acionado pelo telefone 192, na lista de discagem rápida.

Os que não se sentem confortáveis ou prontos para buscar ajuda clínica pessoalmente, podem procurar pelo serviço público virtual do Centro de Valorização a Vida, pelo telefone 188 ou no site www.cvv.org.br. Os canais possibilitam conversar sobre os problemas com um atendente voluntário, de modo anônimo e gratuito.