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Auditoria do TCE revela falhas na prevenção de desastres em Minas

27 de julho de 2026

Responsáveis pela auditoria operacional realizaram análise de documentos, fizeram visitas técnicas e entrevistas e consultaram especialistas / Foto: Reprodução/TCE-MG

BELO HORIZONTE – A baixa prioridade dada pelo Governo de Minas Gerais aos investimentos em prevenção de desastres tem reduzido a capacidade dos municípios de enfrentar eventos climáticos extremos. O diagnóstico é de uma auditoria operacional do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), que aponta um modelo de gestão voltado, principalmente, para a resposta às emergências, em vez da adoção de medidas capazes de evitar ou minimizar seus impactos. Conforme o levantamento, entre 2020 e 2024, menos de 1,1% do orçamento estadual foi aplicado em ações preventivas. Além disso, quase metade dos municípios mineiros informou não contar com equipes capacitadas de defesa civil.

O estudo indica que a escassez de recursos compromete diretamente a estrutura das administrações municipais. Entre as prefeituras que participaram do Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEGM), 44% afirmaram não possuir profissionais preparados para atuar na defesa civil, cenário preocupante em um estado onde aproximadamente 1,4 milhão de pessoas vivem em áreas suscetíveis a deslizamentos, enxurradas e inundações.