Carlos Renato
PASSOS – A Associação dos Pais e Amigos dos Autistas de Passos (Apap) promove nesta quarta-feira, 2, das 17h às 19h, uma blitz educativa em prol do “Dia Mundial de Conscientização ao Autismo”. O evento acontece na Avenida da Moda, com a entrega de informativos e cartilhas sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Segundo a associação, a blitz conta com o apoio da Polícia Militar, da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), da Associação Passense de Equoterapia (APE), da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), da Faculdade Atenas, além de empresas parceiras.
A associação informa que, no dia 12 (sábado), juntamente com a Secretaria de Desenvolvimento Social, Trabalho e Renda (Sedest), realiza um evento de orientação na Praça do Rosário, em frente a prefeitura, das 8h às 12h, com atividades para crianças e adultos.
Para a presidente da Apap, Maria Cristina de Freitas Beraldo, a data leva mais visibilidade e compreensão da condição, além de contribuir para o combate ao preconceito.
“Esse dia serve para informar a sociedade sobre as necessidades e potencialidades das pessoas com autismo, estimular a empatia e reforçar a importância da inclusão. É uma oportunidade de lutar por políticas públicas que garantam direitos e acesso a serviços de qualidade”, aponta.
“Para ampliar essa conscientização devemos promover campanhas de informação e eventos, com palestras, workshops e atividades em escolas e espaços comunitários para ajudar a educar a população. Utilizamos as redes sociais e a mídia para divulgar informações, histórias e dados sobre o autismo com o objetivo de alcançar um público maior, além de realizar parcerias com instituições e órgãos públicos para potencializar o alcance das ações”, destaca Maria Cristina.
Segundo ela, apesar dos avanços, ainda há pontos a serem aprimorados. “As famílias e as pessoas com autismo enfrentam diversos desafios, como acesso limitado a terapias e tratamentos especializados. Muitas vezes, os recursos são insuficientes ou de difícil acesso”, disse.
“Além disso, o desconhecimento acerca do autismo pode gerar estigmas e barreiras para a inclusão social, causando dificuldades na escola e no mercado de trabalho, e propiciando carências de ambientes inclusivos”, ressalta.
Para ela, o poder público deve desburocratizar as políticas públicas sobre o assunto, tornando-as mais efetivas, para o suporte contínuo e retirada da complexibilidade do acesso aos direitos.
“É necessário investir em mais unidades de atendimento e em profissionais capacitados, criando uma integração entre os setores de saúde, educação e assistência social, aplicando uma abordagem mais coordenada para facilitar o acesso e a continuidade dos tratamentos. Para isso, deve haver aumento dos investimentos públicos e das parcerias”, afirma.
Entidade garante acesso às terapias e tratamentos especializados e oferece suporte multidisciplinar para o desenvolvimento dos autistas / Foto: Reprodução
Associação atende cerca de 120 crianças
A Associação dos Pais e Amigos dos Autistas de Passos (Apap), situada na rua Babilônia, 193, no bairro Vila Rica, atende cerca de 120 crianças e adolescentes com abordagens terapêuticas diversas, sendo composta por pais, familiares, profissionais da área da saúde e educação, além de voluntários que se dedicam à causa.
A Apap busca a sensibilização da comunidade, com a promoção de eventos e campanhas, para ampliar o conhecimento sobre o autismo, além de firmar parcerias com a prefeitura, instituições sociais e escolas.
“A atuação da Apap representa um avanço importante para o município. No entanto, a demanda é muito maior do que nossa capacidade atual. Ainda precisamos de mais recursos e apoio para atender todas as famílias que buscam nossos serviços”, afirma Maria Cristina.
De acordo com a presidente, os principais objetivos da Apap são garantir acesso às terapias e tratamentos especializados; oferecer suporte multidisciplinar para o desenvolvimento dos autistas; promover a inclusão social e educacional; trabalhar com escolas e comunidade para criar ambientes inclusivos e levar conhecimentos sobre adaptação dos métodos de ensino; fornecer orientação, informações e suporte emocional para que possam enfrentar os desafios diários; advogar por políticas públicas eficazes; e lutar por investimentos e ações governamentais que assegurem os direitos dos autistas.
“O autismo é uma condição que demanda uma abordagem ampla e humanizada. É essencial que a sociedade compreenda que cada pessoa com autismo é única e possui um potencial incrível que pode ser desenvolvido com o apoio adequado. A inclusão e o respeito são fundamentais para que esses indivíduos possam exercer plenamente seus direitos e contribuir para a comunidade”, ressalta.
“Continuaremos trabalhando incansavelmente para que cada autista e sua família tenham a oportunidade de viver com mais dignidade, inclusão e qualidade de vida. Convido toda a comunidade a se unir a nós nessa causa tão importante”, reforça Maria Cristina.