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Exportações de cafés brasileiros até julho atingem US$3,2 bilhões

23 de agosto de 2021

Foto: Reprodução.

BRASÍLIA – As exportações dos cafés do Brasil arrecadaram US$402,7 milhões, em julho de 2021, em receita cambial, o que representa um acréscimo de 5,6% em relação ao mesmo mês do ano passado (US$381,2 milhões). Nos sete primeiros meses de 2021, as vendas do produto ao exterior totalizaram US$3,203 bilhões em receita, volume 7% maior que o rendimento registrado no mesmo período do ano anterior.

O setor cafeeiro nacional exportou, em termos de volume físico, o equivalente a 2,826 milhões de sacas de 60kg, somente no mês de julho deste ano, volume que representou um decréscimo de 12,8%, caso esse desempenho seja comparado com o mês de julho de 2020.

Em relação ao total acumulado entre janeiro e julho deste ano, as exportações de cafés do Brasil atingiram um volume de 23,73 milhões de sacas, o que equivale a um aumento de 2,2% em relação aos sete primeiros meses de 2020.

No ranking dos cinco países importadores de cafés do Brasil, no acumulado dos sete primeiros meses de 2021, os Estados Unidos mantiveram a hegemonia entre compradores, com 4,512 milhões de sacas de 60kg, o que representou um crescimento de 4,5%, na comparação com o mesmo período em 2020.

A Alemanha, com 4,178 milhões de sacas, que também registrou um acréscimo de 5,5%, ficou em segundo lugar entre os destinos do produto brasileiro, seguida pela Bélgica, com 1,694 milhão (+1,1%), Itália, com 1,681 milhão apesar de registrar um decréscimo de 9,5% nas importações, e o Japão, com importação de 1,339 milhão de sacas, volume 12,8% maior.

Colheita

A colheita de café dos cooperados da Cooxupé, maior cooperativa e exportadora da commodity do Brasil, atingiu 79,33% da área até 13 de agosto, com atraso ante 84,45% em igual período de 2020 e 94,31% na mesma época de 2019.

Segundo relatório, os trabalhos estão mais avançados no Sul de Minas Gerais, onde os cooperados já colheram 81,25% da área cultivada. Em São Paulo, 76% dos cafezais foram colhidos, enquanto no Cerrado de Minas este índice é praticamente igual ao paulista, com 76,04%, mostraram os dados.