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Colheita do café está atrasada em Paraíso, segundo Acissp

16 de julho de 2022

S. S. PARAÍSO – A Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Serviços de São Sebastião do Paraíso (Acissp) tem acompanhado com atenção a evolução da colheita de café na região por meio de sua Diretoria de Agronegócios. Segundo levantamento feito, o ritmo está um pouco mais lento em relação aos anos anteriores, até por conta do atraso da maturação dos grãos em todo Sudoeste de Minas Gerais.

Como base nesses dados, foram usados os produtores atendidos pelo programa ATeG Café+ Forte, parceiros do Senar-Minas nos municípios de São Tomás de Aquino, Capetinga, Cassia, Itamogi e São Sebastião do Paraíso que já estão com 40% dos volumes de cafés de árvores colhidos e de 4% a 5 % dos volumes de cafés de varrição recolhidos. Esses números do grupo representam a média geral do andamento das colheitas no município.

Um problema identificado é a decepção dos produtores com relação aos cafés já colhidos. O volume de grãos chochos e mal granados faz o rendimento ficar aquém do esperado. Aliado ao baixo pagamento de florada provocado pela seca dos anos de 2020 e 2021, além dos efeitos diretos e indiretos das geadas do ano passado.

Esses fatos relatados têm deixado os cafeicultores da região preocupados, pois muitos deles possuem compromissos firmados, que vencem neste ano 2022. Além disso muitas áreas ainda não colhidas estão com desenvolvimento floral adiantado o que pode provocar percas para próxima safra 2023, um fato novo que merece atenção.

“Esses dados são preocupantes uma vez que a economia microrregional é movida pelo café e com o volume de grãos colhidos pudemos notar que a qualidade ficou prejudicada por diversos fenômenos, desde a geada do ano passado, a seca e o atraso das chuvas dos últimos anos. A tendência observada até agora deve ser mantida até o final da colheita, mas ainda não temos como dimensionar como será a quebra de produção para 2022”, analisou o diretor de Agronegócios da Acissp, Gilson de Souza.

De maneira geral a quebra na safra de café arábica deste ano é um fato, que ainda não foi ponderado devido o curso da colheita 2022, mas já foi previsto inicialmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Existem inclusive especialistas apontando que pode chegar a faltar o grão no mercado internacional

“Havendo a confirmação da quebra de produção e falta do café arábica nos armazéns, a tendência é que os preços oscilem. Vamos ficar atentos aos consumidores que podem diminuir o consumo devido as conjunturas econômicas em escala mundial. Vai ser necessária a regulação do próprio mercado para ajustar a demanda e o valor pago ao produtor rural”, concluiu o diretor.