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Chuvas afetam qualidade e preços de hortifrútis

15 de janeiro de 2022

Chuva tem atrapalhado a qualidade dos produtos./ Foto: Reprodução.

PASSOS – As chuvas que atingiram Passos e região já impactaram o comércio de produtos hortifrutigranjeiros. Consumidores relatam que a qualidade de verduras e legumes, por exemplo, piorou e que os preços, em alguns casos subiu. Para os comerciantes, uma das estratégias tem sido diminuir a quantidade dos produtos nas compras devido aos efeitos das chuvas.

De acordo com Vicente Maia, gerente administrativo de um mercado de verduras e legumes em Passos, as chuvas têm atrapalhado a qualidade de produtos, principalmente batata, cenoura e quiabo.

“Com essas chuvas fortes e frequentes, os produtos que recebo atualmente encontram-se um pouco danificados”, afirmou.

Para ele, uma opção para resolver o problema é a diminuição na quantidade comprada.

“Para contornar essa difícil situação, uma das soluções que eu faço é comprar os alimentos em menores quantidades, uma vez que, dessa forma, tais produtos danificados deverão ser substituídos por novas compras”, disse.

Segundo ele, as vendas não foram atingidas.

“Felizmente, posso dizer que as vendas não foram influenciadas pela situação. Elas não diminuíram. Acredito que isso aconteceu por causa das vendas das nossas frutas, que não pararam, então acabou compensando um pouco”, afirma.

Para a microempreendedora Lilian Dias Oliveira, que atuam no segmento de alimentação, uma das saídas tem sido pesquisar em vários estabelecimentos para tentar encontrar produtos menos atingidos pelas chuvas e preços mais em conta.

“Para tentar achar produtos melhores, que não estejam danificados, temos que ir a vários lugares pela cidade para procurar os melhores preços”, disse.

Segundo ela, os preços em seu estabelecimento não sofreram alterações para poupar os clientes. O consumidor Marco Alexandre Medici Neto Oliveira afirma que tem sido comum encontrar produtos deteriorados.

“Além dos preços estarem mais altos, estão vendendo produtos piores que, em outras épocas, seriam descartados. Em finais de semana, costumo ir ao supermercado e está sendo comum encontrar frutas e legumes podres nas prateleiras. Os produtos já chegam em condições ruins, estragando mais rápido, eu imagino”, disse.

Segundo ele, a opção tem sido comprar alimentos mais baratos e em menor quantidade.

“Atualmente, tenho comprado em menor quantidade, ou compro aquilo que está mais barato no dia. Não é mais possível ir ao mercado com algo em mente para comprar e querer economizar. Dessa forma, eu compro os produtos que estão mais baratos no dia”, disse.

Segundo informações do Ceasa Minas, em Belo Horizonte, os preços de 74 produtos tiveram alta nos preços entre os dias 3 e 14 deste mês, sendo a abobrinha italiana a campeão dos reajustes no período com variação de 258,1%. O quilo passou de R$1,55 para R$5,55. O preço do quilo do quiabo, por exemplo, subiu de R$3,75 para R$7,50 (100%) e entre as verduras, couve e espinafre tiveram reajuste de 25% e a alface americana subiu 20%.