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Safra de feijão das águas deve atingir cerca de 4,5 mil toneladas na região

Por Nathália Araújo / Redação

10 de dezembro de 2021

Foto: Reprodução.

PASSOS – A região deve colher cerca de 4,5 mil toneladas de feijão nesta safra, segundo levantamento feito com base em informações da unidade regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-Mg) em Passos. Na última safra de feijão da seca, foram colhidas 3,46 mil toneladas.

Como a cultura de feijão é de ciclo curto no Brasil – de 85 a 90 dias – a produção pode ser feita em três épocas diferentes ao longo de um mesmo ano safra, com a primeira semeadura entre os meses de agosto e dezembro (feijão das águas), a segunda entre janeiro e abril (feijão da seca) e a terceira entre maio e julho (terceira safra ou e inverno).

Segundo o gerente regional da Emater em Passos, Edson Aparecido Gazeta, os números representam uma estimativa em relação à produção de feijão, uma vez que, em todos os municípios que a unidade atende, a última safra totalizou cerca de seis mil hectares plantados e colhidos.

“O balanço apresenta o número de hectares plantados até o final de novembro mas, acredito que até o final de dezembro teremos um quantitativo mais preciso. A estimativa é de que a região tenha mais de quatro mil toneladas colhidas”, contou o profissional.

Para o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Passos (SinRural), Darlan Esper Kallas, na região, por conta da ‘competição com outros grãos, o feijão da seca costuma ter maior número de plantadores na região.

“Aqui em nossa região, o feijão costuma ser mais cultivado no período da segunda safra, que é o que chamamos por ‘feijão da seca’. Poucos produtores investem em outras épocas e, no caso dos que fazem, é em pequena escala por conta dos outros grãos que também são cultivados durante o ano”, disse.

O engenheiro agrônomo Luciano Henrique Alves destaca que as condições climáticas podem interferir no desenvolvimento das plantas.

“A temperatura média para os feijoeiros fica entre 18º e 24º, posto que quando está muito acima ou muito abaixo, pode causar o atraso da germinação e do desenvolvimento, além de abortamento das flores, vagens ou grãos. Ainda, o pH do solo ficar entre 6 e 7 e, por isso, é fundamental realizar a calagem e adubação da terra”, disse.

De acordo com informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no primeiro semestre deste ano o Brasil exportou cerca de 50 mil toneladas de feijão, o que representa um volume 15,1% maior em relação ao mesmo período de 2020. Mais de 60% da produção de feijão costuma ficar no mercado interno. Nesta quinta-feira, 9, a cotação da saca de 60 quilos do produto estava em R$236,56, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com o Cepea, nesta quinta-feira, a saca de 60 quilos do grão ficou em R$236,56.