1 de agosto de 2026
Gerente executivo da Aprocan reconhece importância dos queijeiros para o escoamento da produção, mas aponta que informalidade ainda atinge grande parte da cadeia regional / Foto: Reprodução/Nereu Jr.
André Silveira
PASSOS – Responsáveis por percorrer estradas rurais, recolher queijos diretamente nas propriedades e levá-los a diferentes mercados, os atravessadores, conhecidos regionalmente como “queijeiros”, movimentam aproximadamente 400 toneladas do produto por mês nos oito municípios da Canastra. A estimativa é da Associação dos Produtores de Queijo Canastra (Aprocan), que reconhece a importância histórica e econômica desses profissionais, mas defende a regularização de todos os elos envolvidos na produção, no transporte e na comercialização. Segundo depoimento do gerente executivo da Aprocan, Higor Freitas, a esta Folha, a atuação dos atravessadores foi decisiva para manter viva a fabricação artesanal durante décadas em que os produtores enfrentavam dificuldades para comercializar legalmente o queijo.
“Muitos produtores vendem para atravessadores porque eles realmente são peças importantes na economia local. Passamos por um longo período, algumas décadas, sem ter uma legislação adequada para a venda do queijo. De certa forma, eles mantiveram essa produção viva, porque recolhiam os queijos nas fazendas e levavam para outras cidades”, afirmou.
