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Por que nem todo queijo da região pode ser chamado de ‘Canastra’?

3 de abril de 2026

Selo da Canastra identifica os queijos certificados, assegurando origem controlada, respeito ao modo de produção tradicional e vínculo com a área delimitada pela Indicação Geográfica / Foto: Reprodução/Nereu Jr.

Fernando Chaves

PASSOS – A poucos quilômetros de distância, uma mudança de município pode significar também uma mudança na certificação de origem do produto. Enquanto queijos artesanais produzidos em cidades como Delfinópolis e São Roque de Minas podem levar a denominação “Canastra”, outros, feitos em municípios vizinhos como Cássia, não têm o mesmo reconhecimento. A explicação está nas regras da Indicação Geográfica (IG), que vão muito além da proximidade territorial.

Segundo o professor Gustavo Clemente Valadares, do IF Sul de Minas, o que define se uma área pode ou não integrar uma IG é um documento técnico central: o chamado caderno de especificações técnicas, registrado junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). “É esse documento que estabelece a delimitação geográfica da área e todas as regras que precisam ser seguidas”, explica.