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    10/07/2013 00h00

    Na feira do livro de Frankfurt, o Brasil sem exotismos

    A feira não é ao ar livre, mas organizada dentro de enormes pavilhões, com várias entradas. / Divulgação
    A feira não é ao ar livre, mas organizada dentro de enormes pavilhões, com várias entradas. / Divulgação

    Agência Estado
    Maria Fernanda Rodrigues

    No pavilhão de 2.500 m² que o Brasil terá na Feira do Livro de Frankfurt, a maior do mundo, de 9 a 13 de outubro, nada de passistas ou de fotos de onças pintadas e vitórias-régias.

    "Pretendemos mostrar um Brasil onde a produção contemporânea é muito contemporânea, mas que não nega as raízes tradicionais, só foge do exótico", disse Antonio Martinelli, que ao lado de Manuel da Costa Pinto, de Daniela Thomas e de Felipe Tassara, idealizou o espaço onde o País fará sua apresentação cultural.

    Isso tudo porque o Brasil será o convidado de honra da feira alemã deste ano, convite aceito pelo governo brasileiro há dois anos e que custará R$ 18 milhões ao País. A Câmara Brasileira teve licença para captar cerca de R$ 13 milhões, mas não conseguiu patrocínio.

    Jürgen Boos, presidente da Feira de Frankfurt; Renato Lessa, presidente da Fundação Biblioteca Nacional; e Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro aproveitaram a movimentação em Paraty para anunciar o que pretendem fazer na Alemanha.

    Ao lado deles, Costa Pinto e Martinelli. Embora o pavilhão esteja sendo preparado para funcionar como uma grande vitrine da produção artística brasileira - passam pela feira, todos os anos, cerca de 300 mil profissionais do mercado editorial -, a programação não será concentrada nele e vai se espalhar por outros espaços da feira, como um restaurante, o estande coletivo do Brasil e das editoras que vão viajar de forma independente e também por museus, centros culturais e bibliotecas de Frankfurt e de outras cidades.

    O pavilhão foi idealizado como uma grande praça pública. De um lado, um auditório onde os 70 escritores escalados - entre os quais Luiz Ruffato e Ana Maria Machado, escolhidos para o discurso de abertura, e ainda Adélia Prado, Nuno Ramos, Daniel Galera e Ziraldo, entre outros - se revezam em conversas com o público.

    No meio, uma mesa no formato da marquise do Ibirapuera. Sobre ela, edições estrangeiras de livros brasileiros. Ao redor, uma instalação de Heleno Bernardi - colchões no formato de corpos, onde o visitante pode relaxar.

    Haverá também seis bicicletas. Ao pedalar, a projeção de filmes sobre formas de circulação do livro - de bibliotecas ambulantes a projetos mais quixotescos - é acionada.

    Ali por perto, um redário e, ao lado das redes, totens com música popular brasileira.

    Encerrando a exposição - ou iniciando, não há ordem -, um canto com uma instalação multimídia criada pelos videoartistas Gisela Mota e Leandro Lima Serão seis grandes telas que exibirão filmes com imagens que remontam ao universo do imaginário ficcional e poético brasileiro e que fazem referência aos temas: metrópole, subúrbio, campo, floresta, mar e sertão.

    Textos literários vão interagir com as imagens sem estarem dentro delas.

    Mas a Feira de Frankfurt é uma feira de negócios, e a ideia principal é promover o acesso de editores estrangeiros à literatura feita aqui.

    Numa área de 700 m², cerca de 100 editores terão espaço para mostrar seus livros e receber agentes e editores de outros países. A novidade fica por conta da instalação Cozinhando com Palavras, uma cozinha-auditório.

    De outubro de 2012 a outubro de 2013, cerca de 270 livros brasileiros serão publicados em outras línguas graças ao programa de apoio à tradução, da Fundação Biblioteca Nacional.

    "Este é apenas o ponto de partida. Queremos criar uma rede entre editores brasileiros e estrangeiros, e entre os intelectuais brasileiros e alemães. Deve ser um programa sustentável", disse Jürgen Boos.  

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