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    29/01/2020 09h32 - Atualizado em 29/01/2020

    Do Leitor: A Natureza é Mãe

    Jorge Moreira Maciel
    Gostamos muito de plantas. No nosso pequeno e urbano  quintal temos pitanga, coqueirinhos, hortelã, cebolinha, alecrim, um pé de café, um ora-pró-nobis, samambaias, bambuzinho, erva-cidreira, orégano e outros matinhos.
     
    Outro dia me surpreendi com  uma frágil mas determinada flor de pedra,  nascida,  literalmente das pedras. Audaz,  brotou numa porção ínfima de poeira entranhando  suas raizes na busca de alimento para se desenvolver.
     
    Em 2010 em Porto Velho, Rondônia, um poste fabricado a partir de uma árvore de ipê, criou raízes e ganhou lindas flores amarelas. A árvore, obstinada que era, pelo visto não gostou da nova função de poste.  Hoje  - feliz da vida! - é atração turística  ao lado de um poste de concreto. 
     
    Aqui em Passos temos uma situação semelhante. Ali, quase em frente a Dissul, brotou uma árvore no topo de um poste de concreto com fortes  raízes entrelaçando-o. Provavelmente um pássaro a “plantou” e,  considerando que não há contato com o solo, só um milagre da natureza explica sua sobrevivência: estaria “vivendo de brisas”? Do sereno das madrugadas?  Estaria armazenando as águas das chuvas para suprir o ano todo? É...se de vez em quando prestássemos atenção àquilo que acontece a nossa volta, se tirássemos os olhos da telinha dos  celulares,  nossa  interação com o mundo real  nos proporcionaria perceber e viver  situações especiais como essas. 
     
    Em 1986 o acidente da explosão de um reator nuclear na usina de Chernobyl assustou o mundo.  Trinta e três anos depois o local está completamente desabitado devido a radiação. Estudos diferentes estimam  que só terá condições de ser habitado daqui a 20 ou 300  mil anos.  Pripyat, cidade sede de Chernobyl,  está vendo o concreto de suas ruas e edificações sendo abraçados, destruidos e ocupados por plantas de vários tipos e tamanhos. É a mãe natureza renovando a esperança de vida no local. 
     
    No dia  25 de janeiro de 2019, o  Brasil assistiu o maior, anunciado e negligente crime ambiental da história: o rompimento das barragens de rejeitos minerais de  Brumadinho.  Um crime  que matou 249 pessoas e provocou um dano ambiental gigante. Um ano após o crime,  a justiça ainda busca punir os irresponsáveis e inconsequentes responsáveis da Vale.  Já a natureza cumpre o seu papel: espalha o verde vivo entre os mortificadosescombros capitalistas. 
     
    Na noite da  semana passada, após tomarmos açaí com minha família, andando na  Rua Pres. Antonio Carlos,  presenciamos um caminhão de lixo recolhendo uma enorme quantidade de papelão, em frente uma grande loja de departamento. Lamentei,  fiquei triste e decepcionado com o fato. Porque não é o caminhão da Reciclagem recolhendo o material? Porque Passos ainda não tem o Programa Municipal de Coleta Seletiva? Porque a loja não constitui um “Ecoponto” em parceria com as Associações de Catadores existentes na cidade? Todos ganharemos se nos conscientizarmos e nos engajarmos em defesa do meio ambiente. A natureza será poupada, os catadores poderão aumentar a renda para manter suas famílias com trabalho digno, a cidade ficará mais limpa, bonita  e melhor imunizada de doenças do lixo, a  comercialização de materiais recicláveis agregará impostos  para os cofres públicos.
     
    Postura, deveríamos nos pautar com responsabilidade ambiental. Mas o que vemos aqui, acolá e mundo afora é  o descumprimento  das  leis e tratados ambientais como o de Paris, do Rio ou o de Kiotto. É desprezo e desrespeito  pelo planeta, como o descaso com a amazônia ou com as geleiras árticas, um completo desdém pela manutenção da vida animal. 
     
    A natureza é mesmo mãe e como tal sempre encontra seus meios para nos resgatar, que tal juntarmo-nos a ela para restabelecer seu equilíbrio? Vamos, afinal “nunca é tarde demais para nos transformamos no melhor que podemos ser”, ecocidadãos, por exemplo! Força Sempre!!

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