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    29/01/2020 09h29 - Atualizado em 29/01/2020

    Opinião: Sonhos, esperança e fé - revisitação

    A VONTADE HUMANA NÃO ESTÁ LIMITADA ÀS CIRCUNSTÂNCIAS

    Washington L. Tomé de Sousa
    “Viver é acalentar sonhos e esperanças, fazendo da fé a nossa inspiração maior. É buscar nas pequenas coisas, um grande motivo para ser feliz!”  (Mário Quintana)
    Em um mundo no qual vivemos, pragmático e que supervaloriza os bens materiais, pensamentos como esse do  grande poeta brasileiro Mário Quintana (1906-1994) podem soar como devaneios de quem vive fora da realidade, coisa de poeta mesmo, de sonhador, de filósofo, que não produzem nada de efetivo no mundo concreto. Será?
     
    O médico psiquiatra Viktor Frankl (1905-1997), austríaco de origem judaica, contemporâneo de Quintana, foi o fundador da Logoterapia (também chamada de “Terceira Escola Vienense da Psiquiatria”). Como prisioneiro de guerra em vários campos de concentração nazistas, teve o “privilégio” de ter um laboratório vivo (os próprios campos de concentração, com todas as ‘cobaias’ presentes e uma variedade de situações), onde pode observar, intimamente, ele próprio debaixo das mesmas condições que os demais companheiros de prisão, por longos três anos, o comportamento de todos diante da morte iminente, da violência como rotina, da desesperança de tudo (de manutenção da própria vida, de liberdade, de justiça, de futuro...). 
     
    Finda a guerra, a partir dessa experiência, com os seus conhecimentos médicos e científicos, pode, então, o ex-prisioneiro de guerra lançar os fundamentos de sua respeitada Escola, que tem relevo até os dias atuais. Eis algumas de suas conclusões, expostas na obra ‘Em busca de sentido: um psicólogo no campo de concentração’, que desnudam bem a natureza humana:
     
    -  a maior parte das pessoas que sobreviveram aos campos de concentração era constituída daqueles que tinham esperança, que alimentavam um sonho de liberdade, de rever familiares, que sustentavam valores da dignidade do ser humano, independentemente das condições desumanas a que estavam submetidos (quem desanima da vida, já está previamente ‘morto’ – um zumbi);
    - que a vontade humana não está limitada às circunstâncias (“o homem é o meio”). Nesse aspecto, dois tipos de comportamentos ficaram claros, nas palavras de Frankl:  “as pessoas acentuavam suas diferenças individuais. Vinha à luz a natureza animal do homem, mas acontecia o mesmo para a santidade. A fome era a mesma, mas as pessoas eram diferentes”.  Constatou-se que, apesar das circunstâncias nefastas, foi possível, naquela situação, tomar uma postura pessoal de inconformismo, intimamente ou factualmente, mesmo que por uma minoria (a coragem de pagar o preço da decisão... ou a pusilanimidade);
     
    - que a grande maioria dos prisioneiros, com o passar do tempo, se entregava a um conformismo fatalista diante das circunstâncias; mas uma minoria, mesmo contra todas as possibilidades, continuava sustentando valores e mantendo fé na sobrevivência;
    - que duas coisas se intensificaram no comportamento dos prisioneiros, em contraste com a apatia pelas demais:  o interesse na situação política e o profundo espírito religioso.
    Somos nós!?
     
    Caem bem, para concluir este artigo, os versos do poeta e cantor Gonzaguinha:
    “Ah, meu Deus/ Eu sei, eu sei / Que a vida devia ser / Bem melhor e será / Mas isso não impede / Que eu repita / É bonita, é bonita / E é bonita”.

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