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    29/01/2020 09h23 - Atualizado em 29/01/2020

    Opinião: Tragédias esperadas

    Cinquenta pessoas morreram em Minas Gerais em razão das fortes chuvas que atingiram o Estado – segundo o balanço divulgado pela Defesa Civil do Estado. Como esse levantamento foi divulgado ontem de manhã, o número de mortos pode subir nas próximas horas. O número de desaparecidos era 18. Além dessas informações referentes às tragédias acontecidas durante as poucas horas de chuva, o boletim atualizado da Defesa Civil de Minas Gerais aponta que 65 pessoas ficaram feridas em razão das tempestades. O número de desalojados e desabrigados é ainda mais assustador: 28.043 pessoas estão desalojadas, que precisaram deixar temporariamente suas casas, outras 4.101 estão desabrigadas, o que significa que essas não poderão retornar a seus imóveis, principalmente por não tê-los mais. Ao todo, 101 cidades de Minas Gerais declararam estado de emergência desde sexta-feira após serem fortemente atingidos pelas intensas precipitações. Enchentes, inundações e soterramentos estão entre as principais ocorrências registradas nesses municípios. 
     
    O resultado deste ano se repete nesta época, o que demonstra uma certa inércia dos órgãos oficiais. Com uma topografia comprometida, o Estado e boa parte dos municípios têm um trabalho que deixa a desejar quando se fala em prevenção. O cuidado com as encostas só se revela nesse período, e a situação dos rios se apresenta apenas quando eles fogem de seus leitos. A contenção das encostas é uma necessidade, pois boa parte delas é ocupada irregularmente sem qualquer cuidado com as consequências, diante do silêncio dos órgãos de fiscalização. A despeito de as chuvas ocorrerem basicamente na mesma época, o descaso leva a tragédias anunciadas. E não se trata de apontar o dedo para essa ou aquela gestão. Ao curso da sua história, os municípios têm sérias dificuldades em fazer tais investimentos.
     
    A maior parte das ocorrências envolve residências instaladas em encostas instáveis ou às margens dos rios. Como a maioria não passa por serviços de recuperação do leito, o assoreamento contribuiu para as enchentes. Cabe aos municípios acompanhar o povoamento de regiões de encostas e atuar sistematicamente com a população para a tomada de medidas. As experiências vividas em Minas, Rio de Janeiro e Espírito Santo, mesmo sem o temporal esperado, demonstraram que os sérios problemas se espalham país afora e o custo de recuperação é sempre bem maior do que o da prevenção.

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