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    23/01/2020 08h06 - Atualizado em 23/01/2020

    Clássico ganha espaço no Pipoca

    O DRAMA ?alive?, LANÇADO EM 1993, MANTÉM O FILME COMO UMA PRODUÇÃO MARCANTE DA DÉCADA

    TONY PUGLIESE - Especial para a Folha

    Vários filmes, quando passados em rede aberta de televisão, comumente ouvimos dizer: “Nossa, esse é um clássico da Sessão da Tarde!” Essa prerrogativa é bem conhecida por parte dos brasileiros que assistem a rede Globo de televisão e estão familiarizados com as películas, sempre “inéditas”, que passam no famoso programa. É correto dizer que a maioria dos filmes que passam na “Sessão da Tarde” são de ruins a regulares, entretanto, existem grandes exceções como “Edward Mãos de Tesoura” e até mesmo “Vivos”. O Pipoca e Bala Pipper exibe a produção nessa terça-feira, 28, às 20h no anfiteatro da Casa da Cultura.

    “Alive” é um filme que ano passado completou 26 anos de produção, lançado em 1993. Nele temos algumas boas surpresas como as notáveis presenças de Ethan Hawke e John Malkovich, atores que hoje dispensam apresentações. Nenhum dos dois desempenha um grande papel na película, o filme possui muitos personagens e durante algumas passagens fica até mesmo difícil gravar os nomes e os rostos de alguns coadjuvantes. Você acaba afeiçoando-se mesmo com aqueles que desempenham os papéis de liderança na turma dos sobreviventes.

    “Vivos” é um filme baseado numa história trágica e real. Na década de 70 a equipe de Rugby do Uruguai estava indo, acompanhados por amigos e parentes, ao Chile disputar uma partida. No meio da viagem, quando sobrevoavam a cordilheira dos Andes, algo de errado acontece com o avião. E assim tem-se o início do filme e do desespero dos personagens que o cercam. Confesso que quem aqui vos escreve é um grande fã de filmes cuja temática é a própria sobrevivência; consequentemente também grande fã de filmes como “Náufrago” e afins.

    Um dos grandes pontos do filme é sem sombra de dúvida o próprio cenário em si. Obviamente você já sabe que estou me referindo à Cordilheira dos Andes. Como o próprio personagem de Hawke a retrata no filme, é uma beleza estranha, ao mesmo tempo linda e paralisante e por outro lado completamente mortal. “Alive” é um filme que possui lá seus clichês mas que ainda assim está muito acima de outras produções mais atuais como “Limite Vertical”.

    Em alguns países o filme acabou recebendo o subtítulo de “The Miracle of The Andes” que em português quer dizer “O Milagre dos Andes”. Importante também dizer que o filme foi inspirado na obra de literária de Piers Paul Read, a qual narra a tragédia acontecida nas montanhas chilenas. O filme não recebeu nenhum prêmio importante no circuito internacional, mas, apenas a título de curiosidade, o mesmo foi indicado ao MTV Movie Awards de 1993 pela categoria de melhor cena de ação – a queda do avião – mas acabou sendo derrotado pelo tradicional ‘Máquina Mortífera 3’.

    A participação de John Malkovich pode não ser formidável mas ainda assim agrada. Sua narrativa, tanto no início quanto ao final da película, é bem consistente e passa ao público a segurança que um interlocutor que vivenciou o fato deveria certamente demonstrar. Ethan Hawke (ator e escritor que já participou de bons filmes como ‘Grandes Esperanças’ e ‘Dia de Treinamento’) interpreta o jovem Nando Parrado, o líder dentre os sobreviventes e se sai bem no papel.

    Entretanto, o principal acerto do filme vem por detrás das câmeras. Frank Marshall (sim, ele mesmo, diretor de ‘Aracnofobia’, outro “clássico” da Sessão da Tarde) acerta ao construir um plano narrativo que mantivesse o publico sempre ligado ao filme. Todas as partes são bem costuradas: a queda, o desespero, a partilha, a fome e o desespero daqueles que sobreviveram. As perdas humanas durante o filme também chegam a estremecer quem assiste; de início não, mas a partir da metade do filme sim, pois ai você já está familiarizado com alguns personagens e acaba não escapando do choque.

     

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