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    18/01/2020 09h24 - Atualizado em 18/01/2020

    Dia a dia: Profissionais

    ADELMO SOARES LEONEL
    Atualmente, quaiquer serviços que nos são prestados trazem consigo uma carga de desconfiança, tanto na qualidade quanto nos preços cobrados em peças, material e mão de obra. Por isso, escolhemos profissionais conhecidos e que já demonstraram competência, honestidade e respeito aos prazos de entrega. Mesmo assim, enfrentamos, de quando em vez, dissabores, mas, dentro do espírito gozador e bonachão do brasileiro, conseguimos transformá-los em anedotário.
    Tempos atrás, meu televisor deu uma pane (fechou a imagem) e, na tarde do mesmo dia, encontrei casualmente com o meu eletrotécnico, famoso, aqui de Passos, ao qual relatei o defeito e ele se comprometeu a pegar o aparelho para o devido conserto. Uma semana, duas e nada dele aparecer. Novamente, por acaso, dei de cara com ele na rua e, antes que me manifestasse, se desculpou:
    -”Olha, doutor, estou “por aqui” de serviço, mas já desmontei sua TV, mandei buscar um play-back  em São Paulo e, assim que estiver pronta, te levo em casa.” 
     
    Esbaforido e apressado, seguiu caminho e eu fiquei ali parado com cara de tacho, sem sequer um tempinho de argumentar que ele ainda nem tinha pego a TV estragada. Por desaforo, mesmo assim, lhe telefono pelo menos duas vezes por semana indagando estar o serviço pronto só prá ver a desculpa esfarrapada ou o estágio dos reparos...
    Uma amigo, ao viajar com a família às praias do Espírito Santo, se viu colocado como o mais perfeito otário nas mãos de espertalhões e aproveitadores. Logo após entrar nas estradas capixabas, sentiu um pneu baixo, furado. Tirou aquele monte de malas, sombrinhas e badulaques, colocados estrategicamente bem em cima do estepe e, mal humorado, fazia a troca, quando notou um chiadinho de ar escapando do pneu do outro lado, também furado. Uma hora depois, ei-lo chegando a uma borracheiro próximo dali, sob sol inclemente, em procissão com a mulher e as crianças, tremenda dor lombar, rolando o desgraçado do rodante. Remendo executado, carona até o carro, remendo no outro, montagem... cinquenta pratas!!!
     
    Chegou de noitão em Vila Velha e desceu para descarregar os troços. Abriu o porta-malas, retirou duas sacolas e, sem mais nem menos, o fedelho caçula bateu a porta do  bagageiro. Cadê as chaves? Lá dentro! Todas elas! Trancafiadas. Do apartamento inclusive. E sem cópias! O jeito foi procurar um chaveiro e àquela hora...? Pegou emprestada a bicicleta do porteiro, andou um tempão e conseguiu trazer um fazedor de chaves que, ao notar o desespero familiar e sua condição de turistas, resolveu tirar a barriga da miséria.
     
    -”Só abro por oitentinha.” Taxou de cara.
    Meu amigo, prevendo uma operação complicada de desmonte, concordou sem alternativa, a contra-gosto. O safado, então, com a maior cara de pau e um pedacinho de arame manuseado na fechadura, abriu-a em dez segundos e estendeu a mão no aguardo do pagamento. Indignado com tamanha exploração, tentou pechinchar, achando um absurdo a quantia por tão pequeno trabalho. O chaveiro, dono da situação, bateu novamente a porta e deu as costas em retirada.
    -”Peraí, ô cara! Tá bão.Tá bão. Pode abrir que eu pago.”
    -”Desculpe, meu chapa. Só que agora são cento e sessenta, oitenta por cada “abrida”. Adiantados!”
    O coitado queria brigar, matar, esfolar vivo o mau carater, mas fazer o que? Acabou engolindo o sapo, arrancou a carteira e dedilhou a quantia estipulada, entregando-a ao “ladrão, arrombador, chantagista, afora as desqualidades da mãe do próprio” que, calma e tranquilamente, as embolsou, sacou novamente o araminho e, sorriso cínico nos lábios, abriu a famigerada porta, despedindo-se, polidamente.
     
    Fase azarada, bruxas soltas. Quinze dias de temporal, falta de leite para os meninos, alergia no primogênito, ranhetices da mulher, tomou o caminho de volta ao lar, doce lar, do qual não deveria ter saído.
     
    Mas ainda faltava a derradeira...
    Passava pela borracharia que o socorrera na vinda, viu um monte de policiais na porta  e parou, curioso. Qual não foi a surpresa ao constatar que o borracheiro entrava em cana por espalhar pregos nos cinco quilômetros que antecediam seu negócio...?

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