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    10/01/2020 10h41 - Atualizado em 10/01/2020

    O tatu, a onça e o sapo...

    Maria Mineira

     Era uma vez, uma onça muito grande e brava. Era proprietária de uma grande plantação de abóboras lá no meio da floresta. Sendo muito má, não deixava nenhum dos bichos chegarem perto de sua roça. Nunca deu nenhuma abobrinha verde e nem madura para matar a fome dos vizinhos. Comia tudo sozinha, e o que sobrava, apodrecia no mato.

     

     Um dia, um tatu viajante passou perto da plantação e sem saber se havia dono, resolveu entrar por um buraco da cerca e comer uma abobrinha. Estava bem tranquilo quando avistou de longe, a onça a caminho da lavoura. Assustado, se escondeu dentro de uma abóbora madura, a fim de esperar a onça ir embora.

     

     A onça chegou rosnando e disse a si mesma:
    -Estou sentindo cheiro de tatu. Será que tem algum tatu roubando minhas abóboras?

     

     A pintada ficou muito raivosa e começou a procurar... Por sua vez, o pobre tatu tremia de medo e ficou mais assustado, quando ela apanhou e colocou nas costas a abóbora em que ele estava escondido.

     

     No meio do caminho ela se cansou e disse:
    - Credo! Mais que trem pesado sô! Estou suando! Preciso descansar um pouquinho.
    O tatu aproveitou a oportunidade e saiu. Não deu outra. A onça o viu tentando escapulir.
    -Ahhh, então é o senhor que estava aí dentro, né? Que bom! Vou comer ensopado de tatu com abóbora.

     

     O tatu corre daqui, corre dali, escondeu-se num buraco. A onça tentou alcança-lo com a pata, mas não conseguiu. Chamou o sapo e disse:
    - Compadre Sapo, olha aqui. Vou até minha casa pegar uma enxada para cavar e pegar um tatu.

     Põe sentido na entrada do buraco. Fica aí até eu voltar, se o bicho fugir eu vou fazer ensopado de sapo com abóbora, tá me escutando?

     

     O Sapo ficou ali vigiando, de olho bem arregalado olhando o esconderijo. O tatu, muito esperto ,teve uma ideia para fugir antes de a onça chegar. Começou a mastigar ruidosamente e dizer:
    - Hummm, que trem gostoso sô! Essa merenda tá muito boa!
    - O quê senhor está comendo, Seu Tatu?- perguntou o sapo.
    -É farinha com açúcar e Queijo Canastra ralado, o senhor quer provar?
    O Sapo muito guloso disse:
    - Quero sim, dá um tiquinho pra mim!
    - Então fecha a boca e abra os olhos. - Disse o tatu.

     

     Nessa hora, o tatu pegou um punhado de terra e jogou nos olhos do sapo. Enquanto ele esfregava as vistas embaçadas, o prisioneiro fugiu para bem longe.

     

    Quando a onça chegou com a enxada disse:
    - Ô compadre sapo, tem certeza que o tatu não fugiu? Ele ainda está lá dentro?
    -Tá sim, comadre onça! Ele não arredou o pé daqui. Eu juro!
    Começou a cavar. Ficou ali um tempão trabalhando e nada de tatu. A onça suava em bicas e praguejava.
    - Aquele Tatu danado deve ter fugido... Ahhh, mas eu não vou ficar no prejuízo. Hoje eu faço nem que seja um sapo cozido para o jantar.

     

    O sapo amedrontado com os rosnados furiosos da onça, tratou de escapulir dali e correu em direção ao rio.

     

    Quando a comadre viu, correu atrás do sapo, conseguindo ainda pegar-lhe numa perna. Quando ele se viu com a perna presa, disse:
    - Comadre onça a senhora é muito boba, pensando que uma raiz de árvore é minha perna.
    Ouvindo isto a onça soltou-o, e então pegou na raiz. Aí o sapo disse:
    -Ai, ai, solta a minha perninha, comadre onça, por favor!

     

    A pintada se agarrou na raiz e não soltava. O sapo aproveitou, saiu nadando e escondeu-se lá no fundo do rio, escapando de virar jantar da comadre felina.

     

    A onça ficou muito contrariada. Sem tatu e nem sapo, acabou indo embora para casa, onde preparou uma farofa de abóbora com farinha para não dormir com fome.
     

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