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    08/01/2020 09h43 - Atualizado em 08/01/2020

    Lei complementar vem para ajudar segmento moveleiro do município

    PASSOS - A Lei Complementar nº 060 foi sancionada na segunda-feira, 6, e dispõe sobre a alteração da Zona de Expansão Urbana do Município de Passos. A partir dessa lei, pode-se concretizar a criação de um novo distrito industrial do setor moveleiro e serralheria, atendendo às necessidades das empresas do âmbito que, em sua maioria, funcionam no perímetro urbano e sem as condições necessárias para o crescimento das atividades.

     

     Situado próximo ao aeroporto Municipal José Figueiredo – quase em frente ao Distrito Industrial II, o futuro distrito oferece, inicialmente, 108 lotes, destinados exclusivamente à indústria moveleira, garantindo, assim, segurança e qualidade ao setor, que é considerado um dos principais geradores de renda em Passos

     

     Frank Lemos Freire, secretário de Indústria Comércio e Turismo de Passos, disse que a sanção dessa Lei vem para acabar com um problema que tem se arrastado por cerca de 40 anos na cidade. “Passos enfrenta uma situação complicada há décadas. Isso porque grande parte, não só dos moveleiros mas também dos serralheiros e pessoal que fabrica móveis finos não tem sequer alvará de funcionamento. Isso acontece, pois, não se pode abrir indústrias em qualquer ponto da cidade. Agora, veja, se essas pessoas não têm alvará, certamente, não têm empresa regularizada e isso traz vários problemas para esses trabalhadores informais, além de atrapalhar, também, nas vendas e possibilidade de exportações desses produtos”, disse o secretário.

     

     Com a sanção da lei, um dos pontos de melhoria foi que um espaço para construção de lotes pudesse ser comercializado para trabalhadores do setor industrial. “A liberação desse espaço para a construção dos lotes que serão entregues aos moveleiros da cidade é um sonho realizado. Eu falo com orgulho que lutamos para a realização desse projeto desde o início do nosso mandato. É uma conquista para nossa cidade”, disse Carlos Renato Lima Reis, prefeito de Passos.

     

    O prefeito ainda disse que desde o início do mandato está focado no setor de móveis do município. “Acreditamos que Passos é a capital nacional dos móveis rústicos. Esse setor gera muitos empregos e renda ao município e vimos a importância desse novo distrito industrial aos nossos trabalhadores. Agora, por conta da assinatura do Decreto de Expansão da Área Urbana, as construções desses espaços para os moveleiros já vão começar, eles ficarão regularizados e mais emprego e renda serão gerados em nossa cidade”, disse.  

     

    Loteamento é feito para atender ao setor

     

    PASSOS - Plínio Costa de Andrade, presidente da Associação Comercial e Industrial de Móveis de Passos (Acimov) disse que o setor moveleiro do município gera cerca de dois mil empregos diretos, uma vez que a cidade tem cerca de 200 fábricas atuando nesse nicho de mercado e é de opinião que esse novo loteamento irá melhorar o serviço e a produção de móveis rústicos. “Até o tamanho do lote foi conversado antes com o responsável, para que tudo fosse feito conforme a realidade de cada empresa. Não adiantaria fazer lotes de cinco mil metros, se não é a realidade dos nossos trabalhadores e produtores de móveis rústicos. Esses lotes, que vão ter cerca de 700, 800 metros quadrados, vão atender muito bem às empresas e nossos trabalhadores. Os empresários que precisarem de um tamanho maior vão poder pegar dois, três lotes, conforme a necessidade e realidade de cada um. Todos vão ficar muito bem servidos”, disse o presidente da associação.

     

     O presidente da Acimov falou também que em Passos, hoje, vários empresários já exportam moveis rústicos para vários lugares. “Temos empresários que enviam nossos móveis para todo o território nacional e, até mesmo, que exportam para outros países como Estados Unidos, Canadá, Israel, França, dentre outros. Acredito que com essa nova área tudo vai ficar muito mais fácil, pois aquelas empresas informais ou que não têm toda documentação necessária vão ter melhores oportunidades, e acredito que, em médio prazo, três, quatro anos, a gente consiga ir aumentando significativamente e gradativamente o percentual de vendas dos móveis e sejamos cada vez mais conhecidos pela capital brasileira dos móveis rústicos”, falou.

     

     Ao ser questionado sobre o preço do novo loteamento, o presidente da Acimov disse que os valores ainda serão definidos. “O que a gente vem conversando com os responsáveis pelos lotes é que esse espaço seja vendido por um preço abaixo do valor de mercado. O valor precisa ser acessível e atraente para que os fabricantes de móveis rústicos possam adquirir o espaço e conseguir montar a empresa, e informou que esses lotes vão poder, inclusive, ser financiados”.

     

     Fábio Lopes, marceneiro, trabalha com confecção de móveis rústicos há mais de 20 anos. Começou a trabalhar com um amigo e foi aprendendo passo a passo. Hoje, um pedaço de madeira se torna arte nas mãos do autônomo. Porém, Lopes conta que as coisas não foram fáceis. “Eu não comecei no fundo de casa, porém, o problema todo foi que a maioria dos lugares que eu procurava para abrir minha empresa e começar a trabalhar eram proibidos na cidade, isso porque esse tipo de serviço não pode ser feito em bairros residenciais por conta do barulho e poeira que produz”, disse o marceneiro. Fábio Lopes ainda falou que foi muito difícil para conseguir um alvará. 

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