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    28/12/2019 09h49 - Atualizado em 28/12/2019

    Planos para o novo ano: como gastar menos?

    A chegada de um novo ano promove um sentimento de esperança e de reflexão na maioria das pessoas, que começam a traçar novas metas e a reconsiderar os erros do passado para não cometê-los outra vez. É o momento de planejar, avaliar situações e pensar quais são os desejos para um novo ciclo. Muitas pessoas utilizam esse período para planejar-se economicamente, visando uma viagem, a compra de uma casa ou mesmo sair das dívidas e do orçamento apertado.

     

    Levando em consideração que a renda média mensal de 60% dos trabalhadores brasileiros corresponde a menos de um salário mínimo, segundo dados da Pesquisa Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnadc), economizar se torna um pouco mais complexo para a maioria da população.


    “A solução mais simples é começar em casa, usando medidas que economizem em contas de água e luz por exemplo. Outra maneira de poupar também se reflete na compra do mês no supermercado, sempre procurando produtos substitutos mais em conta. Na situação atual a carne vermelha está com o preço mais alto, substitua pelo frango”, aconselha a economista Ludmila Ferreira Duarte.


    Evidentemente, a quantidade a se guardar para alcançar um objetivo vai depender da renda e das despesas de cada um. “Como cita a teoria Keynesiana, quanto mais alta for a renda de um indivíduo maiores condições ele terá de poupar seu dinheiro e até investir. Como economista e considerando uma pessoa que ganhe um salário mínimo e que tenha despesas fixas com aluguel, água, luz e alimentação esse mesmo não conseguirá talvez poupar dinheiro, porém caso não aplique todas essas despesas ao seu salário o ideal é poupar entre 5 a 10 por cento de sua renda todos os meses, e como disse quanto maior a renda mais esse percentual pode subir”, explicou Ludmila.


    Ao escolher uma casa para ser alugada, a economista ainda alerta quanto ao custo com o aluguel do imóvel, que não deve comprometer em mais de 50% do total do salário da pessoa, “deixando assim os outros 50% para demais despesas e gastos”.


    Gastos variáveis, segundo a economista, são um desafio para qualquer nível de renda, especialmente para aqueles com remuneração mais baixa. Nas compras ao supermercado, por exemplo, Ludmila orienta que o consumidor “procure por marcas similares que atendam a mesma necessidade do produto procurado”.


    Cartão de crédito
    Quando a renda não corresponde com os gastos, o cartão de crédito se faz cada vez mais necessário. “O principal problema do cartão é que ele dá a ilusão ao consumidor de poder de compra, ainda mais com compras que são cada vez mais parceladas. Existem famílias que ganham um salário mínimo e seu limite de cartão ultrapassa R$3000, ou seja, você usando todo limite do seu cartão de crédito e ganhando menos que R$1000 ao mês não terá condições de honrar com a dívida total do cartão”, considerou Ludmila.


    Em situações em que o uso do cartão seja imprescindível, a economista alerta que cada um deve “utilizar com moderação e estipular um percentual por mês para usá-lo”. Ludmila ainda analisa que um dos maiores inimigos para quem quer economizar é o consumismo. “Novos celulares são lançados, novas marcas de roupas e sapatos, nos fazendo comprar objetos que são na maioria mais de cinco vezes do que ganhamos no final do mês. E como aliado desse consumismo vem o cartão de crédito dando a ilusão aos indivíduos que eles podem e tem o poder de compra em suas mãos”, avaliou.

     

    IPTU e IPVA


    O primeiro mês do ano é marcado pelo pagamento das cobranças pelo Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). Com as contas já comprometidas pelas festas tradicionais como Natal e Ano Novo muitas pessoas optam pelo parcelamento dessas duas faturas.


    “O estado de Minas Gerais nos dá a opção de parcelar em cotas de três vezes o IPVA e o IPTU, em 10 vezes. Para quem ganha menos e está sofrendo com os efeitos da crise econômica o melhor é parcelar”, garante Ludmila. Entre as duas cobranças, gastos com materiais escolares também são inevitáveis no início do ano, mas é possível reutilizar objetos como mochila, estojo e lancheira, para poupar. 

     

    Economizar é  um hábito


    O economista Alan Paulo Jorge Paulute também comentou que a alternativa que encontrou para economizar foi “gastar uma parcela menor que a renda” por mês. Essa postura o permitiu economizar o suficiente para realizar o sonho de viajar pela Europa, após dois anos economizando.


    “Acredito que todos nós sofremos com imprevistos, mas ter uma visão conservadora, ou seja, poupar uma quantia entre seis e doze meses de seu salário para tais eventualidades me permitiu superar as dificuldades”, recordou.


    Alan ainda detalhou que costuma usar o cartão de crédito pois não costuma utilizar o dinheiro físico com receio de furtos, contudo seus gastos são sempre inferiores à sua renda.  

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