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    20/11/2019 09h10 - Atualizado em 20/11/2019

    Casos reais e efeitos de crimes digitais

    Série "Vítimas Digitais" retrata um conjunto de crimes que têm em comum o ambiente digital como origem. O elenco conta com atores como Débora Falabella, Mariana Nunes, Marcos Veras, Luis Lobianco e outros

    João Pedro Malar - Especial para a Folha

    Com direção de João Jardim, a série Vítimas Digitais estreou na última segunda, 4, no canal GNT. A produção aborda um conjunto de crimes que têm em comum a origem: o ambiente digital. A atração tem sete episódios e é exibida às segundas-feiras, às 23h30, no GNT, e está no streaming do Globosat Play. Além da direção de Jardim, a produção conta com os roteiristas Antônia Pellegrino, Felipe Sholl, Fabio Mendes e Clara Meirelles. O elenco conta com atores como Débora Falabella, Mariana Nunes, Marcos Veras, Luis Lobianco, Maitê Padilha e Guta Stresser.


    Em entrevista, Jardim comenta que o canal já tinha interesse de fazer algo envolvendo as mídias sociais. Após pesquisas, decidiu-se falar sobre como as redes são usadas de forma violenta dentro de relações e, a partir disso, procuraram histórias para relatar. Para preservar a privacidade das pessoas, foi escolhido o formato de docudrama, trazendo histórias dramatizadas e análises de especialistas sobre cada caso.


    Para o diretor o que mais chamou atenção foi que os crimes digitais “podem atingir qualquer pessoa, mas todos acham que não chegariam a essa situação. Todo mundo pode ser vítima ou algoz. A violência te atinge o tempo todo”.


    Apesar das análises de especialistas, Jardim destaca que a série não tem uma preocupação didática. “O foco é contar bem a história, de forma pertinente, que mostre a relevância da narrativa e a dimensão dela. O objetivo é gerar identificação.”


    E o telespectador tem várias oportunidades para se reconhecer considerando a diversidade das narrativas, tanto de crimes quanto em relação às personagens, com diferentes idades, gêneros e condições sociais. No primeiro episódio, que retrata a história da advogada Renata (Débora Falabella), mostra-se os efeitos de vazamentos de fotos íntimas, a chamada pornografia de revanche. Já no segundo, a atriz Teresa (Mariana Nunes) tem que lidar com os efeitos de um estupro após um encontro marcado em um aplicativo de namoro.


    João Jardim destaca o grande engajamento por parte de toda a equipe envolvida na série: “muito conscientes da importância do tema”. Como principal lição, o diretor comenta que “o que mais se aprende é que essa questão [a vivência no mundo digital] demanda muita responsabilidade. Não é só divertimento, há um perigo, um risco. Temos que entender o que estamos postando, criando. Temos que ser cuidadosos”.

     

    Presença de especialistas

    Vítimas Digitais também conta com um amplo time de especialistas de diversas áreas. Psicanalistas, advogados e coordenadores de ONGs e grupos de apoio participaram como consultores em cada episódio e analisaram os casos abordados, indo além de aspectos específicos de cada crime e apresentando contextualizações e reflexões sobre cada tema.


    Uma das especialistas é a promotora de Justiça do Estado de São Paulo Gabriela Manssur. Ela contribuiu para o segundo episódio, que vai ao ar nesta segunda, 11, que tem como foco os efeitos de um estupro em uma vítima e as reações no próprio ambiente digital.


    A promotora destaca que os ataques que Teresa, a vítima, sofre após tornar pública a agressão são bastante comuns. “O comportamento da sociedade brasileira ainda é machista, ainda culpa a mulher e justifica a violência. Ela sofreu o que muitas mulheres sofreram há vinte anos, quando foram mortas pelos companheiros e culpabilizadas em julgamentos. O episódio é um reflexo da sociedade machista. A consequência é que as pessoas têm medo de denunciar, medo de um julgamento social, intensificado no ambiente digital.”


    Manssur observa que os crimes digitais são reflexos dos problemas já existentes na sociedade. É impossível evitar que os delitos aconteçam, mas é possível tomar algumas precauções. “Denunciar ofensas, perseguições e importunações, tanto no site quanto nos órgãos de justiça responsáveis; bloquear o assediador; dependendo do caso é possível solicitar medidas protetivas de urgências.” A denúncia também é essencial para evitar que outras pessoas passem pela mesma situação e evitar que os agressores tenham uma sensação de impunidade.


    Para a procuradora, o ambiente digital criou uma sensação de proteção nos agressores que levou a um aumento dos crimes. Ao mesmo tempo, há uma maior conscientização da população, o que leva a um aumento de denúncias. No geral os crimes digitais e analógicos apresentam as mesmas causas e consequências, mas os efeitos são intensificados. “Os julgamentos se alastram mais, as exposições são maiores, há uma avalanche de emoções para a vítima e uma maior sensação de desproteção.”

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