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    19/11/2019 08h55 - Atualizado em 19/11/2019

    'The Crown' entra na 3ª temporada

    Com novo elenco, série 'The Crown' estreia 3ª temporada cheia de conspirações. Trama que narra os bastidores da família real britânica e multiplicou ainda mais os prêmios para a "ficção histórica", criada por Peter Morgan

    Leandro Nunes - Especial para a Folha

    A seriedade nunca foi um problema para a rainha Elizabeth II. Nem para Olivia Colman. Após trocar a coroa de A Favorita, filme que lhe rendeu Oscar de melhor atriz, a atriz de 54 anos assume o papel da monarca na terceira temporada de The Crown, produção original da Netflix. Ao substituir a atriz Claire Foy, Olivia surge no primeiro episódio em uma interessante composição Preste atenção: a voz da atriz parece ter se afinado em relação à voz de Claire. “A rainha é apaixonante e, para mim, uma grande mulher”, afirma Olivia.


    É inegável que passou o tempo da insegurança para os monarcas. A experiência obtida nas temporadas anteriores lhes forneceu mais habilidade para jogar o jogo da realeza. “Eles chegaram a um status de maturidade, em que é possível reconhecer os modos de funcionamento do poder. Mesmo assim, é impossível prever tudo”, avalia o ator Tobias Menzies, que vive o príncipe Phillip.


    E os acontecimentos não pedem licença. Nesta temporada, desdobramentos da segunda já são lançados logo no primeiro episódio - lembra-se do Caso Profumo? - e também introduz um boato que rondou o Palácio nos idos da Guerra Fria sobre haver um espião da União Soviética entre os moradores.


    Internamente, a relação de Elizabeth II e Philip segue como articulador desse turbilhão. “É onde se equilibram as diferentes forças”, diz Menzies, que entrega um estilo soturno semelhante ao que fez com Edmure Tully, de Game of Thrones, com a diferença que não precisa apunhalar ninguém com uma espada para conseguir o que quer. “Eles estão ficando mais velhos, os filhos estão crescendo e existe um conhecimento de como as coisas têm que funcionar.”


    Para Josh O’Connor, que interpreta o príncipe Charles, ao lado da irmã, Anne, feita por Erin Doherty, os novos herdeiros da Coroa dão acesso às próximas histórias que perduram até hoje. “Charles está muito feliz nesse fase. Entrou na faculdade, conheceu pessoas novas, gente que não é da realeza e sente que pode demonstrar o que sente.”


    A terceira temporada vai mostrar como ele conhece Camila Parker, seu grande amor. Após o divórcio com a princesa Diana, Charles se casará com o antigo afeto.


    O público chegou a aguardar a grande estreia de Di nesta temporada, mas sua participação está prevista para a quarta. Emma Corin foi escalada para o papel. Na internet, já circulam imagens de bastidores com a personagem em um vestido rosa, inspirado em uma peça usada por Lady Di durante uma viagem a Austrália, em 1983. Nessa época, ela tinha 22 anos e o príncipe William, nove meses de vida.

     

    Sequestro

    Outra história que promete sacudir a trama é o caso de sequestro da princesa Anne, irmã de Charles, conta a Erin. “Mergulhei em uma pesquisa sobre ela e logo me deparei com a história do sequestro.” Em 1974, quando voltava para o Palácio de Buckingham, um jovem obrigou o carro em que ela estava a parar. No impasse, o guarda-costas de Anne foi baleado. Um pedestre que passava pelo local conseguiu imobilizar o rapaz e ele foi preso. “Com personagens reais, as histórias vão sendo contadas o tempo todo, foram muitas descobertas”, conta ela.


    A produção de The Crown provou que uma trama bem feita nasce de muita pesquisa. Para Menzies, foi o que tornou “o trabalho mais fácil”. “Antes que a gente entrasse em cena, havia um caminho para fazer as personagens. Os figurinos e a maquiagem iam se juntando, o que nos ajudou muito. Também por se tratar de uma transição de elenco.”


    Mesmo assim, há coisas que não mudam, que continuam, porque foram fundamentadas há muito tempo. Quando se fala de poder, o tempo é como um jurado impiedoso, como um teste. Para Olivia, a série se tornou grandiosa porque suas personagens carregam um porte magnífico, a princípio, como imagens para serem vistas. “A rainha está em todo lugar, nas moedas, na vida mais comum das pessoas, mas não é só isso. The Crown confirma o caráter de uma grande mulher.”


    Talvez por isso, e pela primeira vez, a temporada cotada em US$ 125 milhões foi enviada para os assessores da rainha, antes da estreia. Como Elizabeth II fez no caso do curador espião, é sempre bom estar pronto para qualquer esqueleto que possa reaparecer. Por mais bem vestido que esteja.

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