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    13/11/2019 09h34 - Atualizado em 13/11/2019

    Pré-diabetes: uma segunda chance para 15 milhões de brasileiros

    UMA PESQUISA DA INTERNATIONAL DIABETES FEDERATION DIVULGOU QUE, NOS PRÓXIMOS ANOS, O NÚMERO DE PESSOAS COM A DOENÇA PODE AUMENTAR

    Juliana Carreiro - Especial para a Folha

    Você sabia que 15 milhões de brasileiros estão a um passo de desenvolver diabetes tipo 2? Este dado da International Diabetes Federation (IDF) mostra que nos próximos anos o número de brasileiros com a doença pode dobrar, hoje são mais de 13 milhões de pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde.

     

    No dia 14 de novembro, o Dia Mundial do Diabetes, o principal alerta é sobre a possibilidade de se prevenir a doença, que não é reversível e que, se não tratada corretamente, pode prejudicar muito a saúde e a qualidade de vida de seus portadores.


    Uma pessoa é considerada pré-diabética quando sua taxa de glicose está mais alta do que os valores de referência, ou seja, quando sua glicemia em jejum está entre 100 e 125 mg/dl, que ainda não é alta o suficiente para indicar o diabetes.

     

    Este dado irá revelar que há uma predisposição genética para o desenvolvimento desta doença crônica não-transmissível e que, se forem mantidos os hábitos alimentares e outras condições como o sedentarismo e o consumo frequente de álcool, por exemplo, há grandes chances de se desenvolver a doença.

     

    Mesmo antes disso acontecer, o pré-diabetes, quando não tratado, pode gerar uma série de complicações para a saúde, como: AVC; doenças cardiovasculares; doenças renais; retinopatia, que afeta os pequenos vasos da retina e neuropatia, que compromete os nervos, prejudicando a comunicação entre o cérebro e os membros.

     

    Fazer uma reeducação alimentar definitiva e aliá-la a uma vida menos sedentária é a chave para a reversão do pré-diabetes. A principal recomendação dos nutricionistas para quem deseja ficar longe da doença está no Guia Alimentar para a População Brasileira, lançado em 2014: reduza o consumo de produtos alimentícios ultraprocessados (bolachas recheadas, salgadinhos, refrigerantes, macarrão instantâneo, caldos e temperos prontos e margarina, entre tantos outros) e aumente o consumo dos alimentos naturais (frutas, legumes, verduras, cereais integrais, leguminosas). Parece simples, mas nos últimos anos o que vemos é justamente o contrário: os brasileiros têm aumentado o consumo de ultraprocessados e diminuído o de comida de verdade.

     


    Muita gente acredita que o diabetes é provocado pelo consumo excessivo de açúcar, mas não é verdade, sua principal causa é a resistência à insulina, um processo inflamatório causado por diversos fatores. O consumo excessivo do glúten, da soja e das proteínas do leite de vaca estão entre eles por conta do seu potencial alergênico e inflamatório, assim como a presença frequente de açúcar, adoçantes artificiais, como aspartame, sacarina sódica, sucralose e aditivos químicos na alimentação.

     

    Todas essas substâncias, presentes nos ultraprocessados, alteram a microbiota intestinal e aumentam a quantidade de endotoxinas, ações que também favorecem a resistência à insulina. O baixo consumo de vitaminas e minerais também colabora com o desenvolvimento do diabetes tipo 2, pois estes nutrientes, presentes em frutas, verduras e legumes, protegeriam o organismo contra esses efeitos nocivos.

     

    Outro engano comum é relacionar a diabetes àqueles que estão acima do peso. Isto é um erro perigoso porque há muitas pessoas que não têm tendência a engordar, mas que praticam hábitos alimentares que podem provocar a doença. Apesar do excesso de peso ser um fator de risco para o diabetes tipo 2, para que ele se desenvolva é necessário apenas uma predisposição genética, associada aos erros alimentares.

     

    Vale lembrar que os sintomas da doença demoram a aparecer e, por isso, o diagnóstico pode ser feito tardiamente. Perda de peso sem explicação, fome e sede constantes e vontade frequente de urinar são alguns deles. Entre aqueles que não estão acima do peso, esse subdiagnóstico é ainda mais frequente, porque eles costumam demorar para procurar ajuda médica e para fazer os exames necessários para descobri-la.

     

    Agora uma boa notícia. Se você sofre de diabetes, pode conviver melhor com ele, diminuindo os remédios e mantendo a qualidade de vida, sem o aparecimento dos seus possíveis desdobramentos, como problemas de visão e de cicatrização. Mas para isso é preciso procurar ajuda profissional e combater a resistência à insulina, que é a sua verdadeira causa, e não o excesso de açúcar no sangue, que é o seu principal sintoma.

     

    O combate à resistência à insulina passa por mudanças alimentares permanentes e pela introdução de uma atividade física frequente. Tratar apenas o excesso de açúcar no sangue é como dar antitérmico para alguém que está com uma febre causada por uma bactéria. Se você combater apenas a febre, não acabará com a bactéria que a está causando.

     

    Portanto não acredite que o diagnóstico de diabetes irá prejudicar a sua qualidade de vida, procure alguém que saiba como controlar a doença e se empenhe em realizar as mudanças necessárias para isso. Se você não tem a doença, aproveite essa chance para se prevenir.  

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