• Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8829-8351

       
    ÁREA DO
    ASSINANTE
    ESQUECEU SUA SENHA?
    Você receberá em seu e-mai uma nova senha para login.
    

    Assine 35 3529-2750

    Fale Conosco contato@clicfolha.com.br

    WhatsApp 35 9 9956-5000

    
    12/11/2019 09h10 - Atualizado em 12/11/2019

    Tas: 'Nada melhor do que fazer teatro'

    Ex-apresentador do "CQC" e atualmente à frente do "Provocações", da TV Cultura, Marcelo Tas eternizou personagens como Ernesto Varela, Professor Tibúrcio e Telekid e está chegando aos 60 anos

    André Carlos Zorzi - Especial para a Folha

    Além de apresentador e criador de personagens como Ernesto Varela e Professor Tibúrcio, Marcelo Tas, que chegou aos 60 anos no último domingo, 10, também tem uma relação intrínseca com o teatro em sua carreira.


    Quando ainda estava na Escola Preparatória de Cadetes no Ar, na década de 1970, teve seu primeiro contato com os palcos. Pouco depois, cursando Engenharia Civil, passou a atuar em um grupo de teatro de Antunes Filho.


    “Para quem faz televisão, é um público mais limitado. Mas não tem nada melhor do que fazer teatro. Não tem mesmo”, ressalta, em entrevista ao Estado, o diretor e narrador de Zap, o Resumo da Ópera, espetáculo de 1999 que ainda tem esperança de remontar


    A peça contava os 400 anos de existência da ópera em pouco mais de uma hora, misturando o elenco de cantores líricos com uma linguagem contemporânea eletrônica. Além de uma temporada no Sesc Ipiranga, também foi apresentado no Festival Amazonas de Ópera.


    “O Zap foi uma das melhores coisas que eu fiz na minha vida. E ainda quero fazer. É um projeto que está no meu horizonte, porque, como ele é uma ópera, atingiu poucas pessoas. Estou muito a fim de remontar. Espero que papai do céu me dê essa chance ainda”, diz.


    O teatro, segundo Tas, foi o que o “tirou dos trilhos” em uma época crucial de sua vida. “Tinha abandonado a Poli por um ano para fazer teatro, mas estava meio perdidão, não sabia se ia encarar, se meu negócio era ser ator... Até então, eu estava fazendo teatro com o Antunes Filho, não era pouca coisa, não”, ressalta, citando o diretor de teatro a quem considera “um grande mentor”.


    Televisão

    Foi naquele momento que Marcelo conheceu Fernando Meirelles e outros nomes que fizeram parte da produtora Olhar Eletrônico.


    Pouco depois, nos anos 1980, Tas estava à frente das câmeras vivendo o afiado repórter Ernesto Varela - que também virou peça de teatro, em 2006.


    Com o personagem, Tas também estrelou Netos do Amaral, paródia de Amaral Netto, o Repórter, exibida nos primórdios da MTV brasileira.


    Na década de 1990, já na TV Cultura, após ter trabalhado no núcleo de Guel Arraes, na Globo, e até apresentado o Vídeo Show, Tas criou o Professor Tibúrcio, de Rá-Tim-Bum, que aparecia em um quadro simples, com câmera fixa, para economizar tempo de edição. Tas voltou aos holofotes em 2008, no comando do CQC, na Band, ficando conhecido por mais uma geração.


    Desde o último mês de maio, o apresentador está à frente do Provocações, na Cultura. “Quando me chamaram, a primeira resposta que dei foi ‘não’, porque era o programa do Antonio Abujamra”, conta, ressaltando que pediu autorização da família antes de tomar a decisão.


    “Nunca tive a expectativa de chegar a essa idade. Meu único objetivo até hoje foi fazer 18 anos. O resto é lucro”, encerra o aniversariante do dia.

     

    Nome

    O nome Tas é uma sigla formada pelas iniciais do sobrenome de Marcelo: Tristão Athayde de Souza. O nome é usado desde a época em que assinava a lista de presença nas aulas da Escola Politécnica da USP, onde cursou engenharia civil. “Na engenharia comecei a escrever um jornalzinho de humor, chamava-se Cê-Viu?. Foi aí que comecei a usar mesmo o pseudônimo, assinando as matérias como Marcelo Tas”, completa.


    A ‘virada’ na vida de Tas teve início na dramaturgia - conheceu a cena teatral e chegou a trabalhar com o diretor Antunes Filho. Antes de estrear para valer nos palcos, partiu para o vídeo, graças a amigos que haviam criado recentemente uma produtora.


    Tas começou a ficar conhecido pelo público principalmente a partir de seu trabalho na Olhar Eletrônico, produtora onde conheceu nomes como Fernando Meirelles, Paulo Morelli, Marcelo Machado, Dário Vizeu, Tonico Mello e Renato Barbieri.


    “A gente se reuniu e foi feita uma vaquinha para comprar uma câmera de vídeo e uma ilha de edição. Esse foi o momento que falei: ‘Agora eu encontrei. Essa é a comunicação que eu quero entender’.

    Mais sobre a editoria

    Guia da Cidade
    INCLUA SEU ESTABELECIMENTO

    Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8829-8351

    © 1984 - 2019 Folha da Manhã. Todos os direitos reservados.
    Desenvolvido por Mediaplus