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    05/11/2019 10h17 - Atualizado em 05/11/2019

    Susana: "A gente faz o que pinta"

    Mesmo sem ser protagonista, Susana Vieira aceitou o papel da rica Emília em "Éramos seis". Para a atriz, que gosta de desafios, é uma 'felicidade' participar do remake global

    Nem só de protagonistas vive uma diva da TV. É nesse clima que Susana Vieira se mostra como a Emília de Éramos seis, novela das 18h da Globo. A atriz assume que, ao ser chamada para o elenco, foi avisada de que o papel não era muito grande.

     

    Mas sabe da importância da tia rica de Lola (Gloria Pires) na trama e, principalmente, do quanto muitas pessoas esperavam para ver o remake no ar. “A Globo não apostaria nisso se não houvesse um estudo que mostrasse o interesse do público. Então, é uma felicidade poder participar”, garante.

     


    Aos 77 anos, a atriz confessa que tem consciência de que abriu mão de sua vida pessoal por causa do trabalho. No entanto, entrega que é no campo profissional que se sente mais plena e feliz. E não consegue definir se fez bem ou mal. Até porque, jura, não foi algo planejado.

     

    “Fui aceitando. Na nossa profissão, não existe emprego fixo.A gente faz o que pinta, porque não tem segurança econômica. Ficar sem trabalhar quatro ou cinco meses é ruim, você gasta aquele dinheiro que recebeu. E eu compro mesmo, não sou de economizar. Quero ir para Miami toda hora para visitar minha família. E pegar aquela primeira classe para ir a Dubai, que é maravilhoso. Queria ver como era e fui. Estou pagando até hoje”, conta.

     


    E nada de se acomodar. Disposta a encarar novos desafios, Susana surpreende ao falar de um sonho antigo. “Tenho loucura para trabalhar em rádio, ter um programa feminino de cartas”, fala. A ideia não era ser necessariamente uma conselheira para ouvintes, mas usar sua experiência pessoal para responder o que viesse.

     

    “Sei que a gente não escreve mais cartas, tudo virou digital. Mas acho que não colocamos a mesma emoção que colocaríamos no papel em um post de Instagram, por exemplo. São textos curtos na internet, não vai a alma da gente ali”, opina ela, que já teve uma coluna feminina em uma revista quinzenal, durante dois anos.

     


    Se na vida real Susana é extremamente bem-humorada, sua personagem em Éramos seis vive solitária, mas por uma questão de escolha. Sua filha mais velha, Justina (Julia Stockler) habita em uma espécie de mundo paralelo, alheia a tudo o que acontece ao seu redor. Em função disso, Emília optou por isolar a herdeira e mandar a caçula, Adelaide (Joana de Verona), estudar fora do país.

     

    “Esse distúrbio mental da Justina deixou Emília amargurada. É uma mulher fina, de família aristocrata, com esse trauma. Olha, eu conheço pessoas que esconderam filhos por questões parecidas. A gente acha que não, mas existe preconceito ainda”, lamenta Susana.

     

    Relações humanas

    Ambientada entre as décadas de 1920 e 1940, Éramos seis aborda algumas questões ligadas tanto ao machismo quanto ao feminismo. Susana, no entanto, não se empolga com esse tipo de assunto. Afinal, dá a entender que esses fatores nunca foram determinantes para ela. “Minha mãe trabalhava na embaixada do Brasil. Desde que nasci, vi todo o meu núcleo familiar colocando dinheiro em casa. Não sinto mudança nenhuma. Nunca dei confiança para ninguém invadir um espaço que não quisesse. O feminismo aconteceu na minha vida naturalmente”, afirma.


    Um dos pontos que Susana mais destaca em Éramos seis é o fato de se tratar de uma novela sem grandes vilões e mais baseada nos problemas do dia a dia. “Não tem assassinato, crimes, irmã má, nada disso. Hoje, para uma novela ir ao ar, parece que precisa ter só polêmica. A nossa é uma trama sobre relações humanas, que acho que é o mais importante de tudo”, defende.  

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