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    31/10/2019 09h39 - Atualizado em 31/10/2019

    Riscos do greening em Minas

    Desde que foi identificada em Minas Gerais, em 2005, a praga obrigou a erradicação de mais de 400 mil pés de citros

    Medidas preventivas. Essa é a melhor maneira para os citricultores protegerem seus pomares da doença Huanglongbing (HLB), mais conhecida como greening. Originária da Ásia, a praga não tem cura e, desde que foi identificada no Brasil, em 2004, gerou prejuízos de milhões aos produtores. Para combatê-la, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), órgãos vinculados à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), têm desenvolvido ações e programas, com o objetivo de alertar os produtores sobre os riscos.


    Minas Gerais é o segundo maior produtor de citros do Brasil. São 55 mil hectares de área plantada e uma produção média de 1,1 milhão de toneladas por safra. No entanto, o greening, doença transmitida pelo inseto Diaphorina citri ou por enxertia, vem preocupando os citricultores. Nas plantas contaminadas, ocorrem deformação, maturação irregular, redução e queda das frutas.

     

    “Estamos com um grande problema fitossanitário com o avanço do greening, doença extremamente agressiva, sem controle efetivo até o momento e já considerada endêmica no estado”, diz coordenador estadual de Fruticultura da Emater-MG, Deny Sanábio.

     

    Segundo dados oficiais do IMA, já foram erradicadas no estado 462 mil plantas sintomáticas com greening, desde 2005. “Entre 2017 e 2018, estima-se que o prejuízo causado pela doença seja de cerca de R$ 42 milhões, considerando a perda da produção do ano”, afirma o engenheiro agrônomo da Gerência de Defesa Sanitária Vegetal do IMA, Leonardo do Carmo.

     

    Municípios mineiros

    O greening foi detectado oficialmente em 58 municípios mineiros. “Essa situação tende a se agravar com muita rapidez devido à severidade da doença, colocando em risco esse importante setor do agronegócio mineiro”, diz Sanábio.


    Considerada uma das mais severas e destrutivas pragas que podem acometer as plantações de citros em todo o mundo, o greening prejudica o desenvolvimento das plantas e provoca a consequente perda na produção de frutos.


    A doença foi identificada em Belo Vale, na região Central mineira, em 2017. Levantamento feito pelo IMA, referente a 2018, aponta que 7.561 plantas do município foram erradicadas por causa do greening. Só no primeiro semestre de 2019, foram cerca de 4 mil plantas erradicadas na região.


    Algumas ações estão sendo desenvolvidas no município para o combate à doença. Entre elas mobilização e orientação dos produtores, capacitação de produtores e técnicos, distribuição de armadilhas adesivas e implantação do Programa Municipal de Diversificação da Fruticultura.


    Desde de 2015 sem se reunir, a Câmara Técnica Estadual de Fruticultura retomou os trabalhos no último mês. Como parte da pauta foi discutido o impacto do greening no estado. O grupo é formado por representantes da sociedade civil, técnicos e especialistas de instituições públicas e privadas ligadas ao setor, como a Emater-MG e o IMA.

     

    Entre as sugestões de combate à doença estão o aumento do contingente de técnicos do IMA para atuar no levantamento e fiscalização; viabilização financeira de ações emergenciais de fiscalização do IMA nos principais polos citrícolas do estado; agilidade na liberação de recursos destinados à pesquisa; fomento ao mapeamento/georreferenciamento do parque citrícola dos municípios mineiros; e divulgação massiva do risco de contaminação da doença.

     

    Para o subsecretário de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Sustentável da Seapa, Amarildo Kalil, algumas das reivindicações têm possibilidade de execução em curto prazo. “Como não é mais possível evitar a chegada da doença no estado, o importante é estarmos preparados para enfrentá-la. O IMA e a Emater-MG têm desenvolvido ações para proteger a cultura em Minas, e vamos iniciar um trabalho de pesquisa por meio da Epamig”, descreve.

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