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    21/10/2019 10h48 - Atualizado em 21/10/2019

    Opinião: A elegância no falar

    As palavras têm efeito importante nas relações pessoais. Tanto é verdade que na relatividade e interdependência podem ajudar, atrapalhar, curar e, na contramão do verbalizado, podem até matar.
     Senão, vejamos. Notícia no campo social cuida de apreciar que um homem se apaixonou por uma mulher não disponível. Mulher não disponível!

    Não se falou em mulher casada, noiva, comprometida. Nada disso. Usou-se de um procedimento de comunicação mais agradável, mais light. Pode-se dizer, bem-comportado no contexto, de sorte a quebrar a rudeza do cotidiano.

    Como se chama isso? Está-se usando de eufemismo. Uma figura de linguagem. Forma hábil de suavizar a expressão. Em vez de lascar palavras toscas e rudes – deselegância na conversação – busca-se atenuar os impactos da língua.

    Exemplos interessantes são extraídos de compêndios escolares de tempos passados, saudosos tempos de colégio, na batuta, inesquecíveis personagens de doce memória: Cóssimo, Marcos Pereira, Paulinho Reis, Maria do Rosário, Duzulina, Reverendo Jairo, e o maior deles, Chiquitão:

     a) João subtraiu um celular na loja de departamentos, em vez de “João furtou um celular”;

    b) Maria faltou com a verdade, no lugar de “Maria mentiu”;

    c) O político enriqueceu-se por meios ilícitos e fraudulentos, em vez de “o político roubou”; 

    d) Toninho é desprovido de beleza, em vez de “Toninho é feio pra chuchu”; 

    e) O comerciante está desprovido de recursos, no lugar de “o comerciante está falido”.

    E mais um sem número de outros paradigmas, não se esquecendo de que o eufemismo serve para amenizar o que se tem a dizer na aspereza do dia a dia.

    De gorjeta, mais um, no inverso. Em vez de fulano morreu, usa-se a expressão “foi dessa para melhor”. Se foi mesmo, não se sabe. Com a resposta o julgador supremo. 

    Em toques e retoques, recado dado, com as honras no melhor estilo gramatical.

    Então, com quem se pode aprender tão comezinhas e cavalheirescas lições nos tempos de hoje, de modo a não causar mal-estar e indignações?

    Pode-se garantir e jurar de pés juntos, na certeza do fulgor. Com o presidente Jair Messias Bolsonaro é que não. De jeito maneira. 

    Um tinha a língua “plesa”, o outro tem a língua solta. Com isso, vai falando pelos cotovelos. 

    Pela historiadora das alterosas, Nagma Brenda, prenome duplo a reverenciar a figura do eufemismo na melhor tradução, tudo o que o presidente fala “é na tora mesmo”.

    E nem um pouco ligado pelo menos ao estilo diplomático – pavor maior não há –, melhor mesmo para o presidente é que não haja equipamento de mídia ligado, a fim de não gerar mais confusão. 

    Na semana o imbróglio foi com o partido PSL. E, no sempre, com a imprensa. Ataca a imprensa a torto e a direito. Curioso é que a ela está umbilicalmente atrelado por dever de ofício. 

    Tudo leva a crer o homem não nutre simpatia à imprensa. Ou será mesmo “aversão”, sem o glamour do eufemismo, no duro da cebolinha?

     

    Luiz Gonzaga Fenelon Negrinho
     

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