• Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8829-8351

       
    ÁREA DO
    ASSINANTE
    ESQUECEU SUA SENHA?
    Você receberá em seu e-mai uma nova senha para login.
    

    Assine 35 3529-2750

    Fale Conosco contato@clicfolha.com.br

    WhatsApp 35 9 9956-5000

    
    17/10/2019 10h36 - Atualizado em 17/10/2019

    Produtor de cafés especiais promove ajuda humanitária

    UNIÃO ENTRE PRODUÇÃO DE CAFÉ E AJUDA HUMANITÁRIA É PARTE DO TRABALHO PROPOSTO POR EMPRESA DE CAFÉS ESPECIAIS

    Estela Costa - Da Redação

    A mostra ‘Conexão – Sabor, Arte e Negócio’ reuniu diferentes programações entre os dias 11 e 13 de outubro no Mercado Municipal de Passos. O fim de semana foi marcado pela venda de produtos alimentícios, apresentações culturais, oficinas, exposições de artesanato e oportunidades de negócio. O evento foi realizado pelo Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) em parceria com a Prefeitura Municipal e sindicatos voltados para o desenvolvimento empresarial. Mas o evento revelou, também, uma experiência diferente patrocinada por um dos participantes.


     Rafael Veiga Jacob, de 27 anos, administrador e estudante de cafeicultura, revelou o trabalho de assistência a uma família de refugiados venezuelanos que é proposto por sua empresa de cafés especiais – Legado Cafés – e também a destinação de 5% do faturamento a outras 14 famílias estrangeiras assistidas pela ONG ‘Fraternidade Sem Fronteiras’.


    Rafael, que anteriormente trabalhava em uma empresa multinacional, resolveu tomar outros rumos para dar ênfase ao trabalho de assistência à pessoas em situação de vulnerabilidade. No caso dos refugiados, esta é social, financeira e também de modificação repentina de território devido a conflitos.

    Visto que essas situações levam a um abalo para os indivíduos, o trabalho proposto por Rafael tem visado a ajuda e assistência a seres humanos por meio da produção de café, que está sendo realizada sem a utilização de agrotóxicos, herbicidas e com adubação própria, o que além de valorização do produto, tende a trazer algo mais saudável e com referências do comum para a mesa.

     

    O início

    Após exercer função por alguns anos em uma multinacional na cidade de Campinas, Rafael resolveu seguir uma vertente que se diferencia daquela que está focada somente em números. Em 2017, realizou trabalho voluntário em dois países da África, Quênia e Madagascar.

     

    Diante das situações vivenciadas e o choque de realidade após retornar para o Brasil foi o que o motivou a mudar a vertente de trabalho. “Eu voltei da África e senti que aquelas pessoas que tive contato e o ambiente que passei ainda me tocavam muito, daí eu tive certeza que eu precisa atuar de alguma forma para ajudá-las” ele diz.


    Atualmente uma família com quatro pessoas venezuelanas reside na Fazenda Santo André, há uma troca de aprendizado com a situação, eles trabalham no local, recebem atenção voltada à questões psicológicas e também são direcionados a propagar outros trabalhos voluntários, já que atualmente têm feito trabalho com as crianças da Apae (Associação de Pias e Amigos dos Excepcionais) de Divisa Nova através de uma horta criada na fazenda Santo André. Rafael relata que além destas atividades a administração da Legado busca assistir e manter contato com refugiados em outros estados, principalmente nas localidades em que o café é comercializado, como em outros estados da região sudeste e sul do país.

     

    Também indaga futuramente reunir estas pessoas em alguma feira que aborde a temática cafeicultora e a maneira como uma empresa pode auxiliar no combate à vulnerabilidade e promoção de assistência a diferentes grupos. “Resolvi criar a marca com o intuito de propor uma mudança que vem de dentro pra fora, a nossa percepção com a causa e o cuidado na produção andam juntos para que a gente possa promover mais coisas, é um aprendizado em que desejamos propor um ciclo mesmo, na qual o refugiado também consegue transmitir seus ensinamentos e experiências à outras pessoas.”


    Chegar às mesas das pessoas trazendo alguma mensagem é um viés que tem sido buscado pelas empresas atualmente, no caso da empresa de Rafael isso se fez por meio da assistência a refugiados juntamente com um maior cuidado e requinte dos produtos devido ao modo mais artesanal com que é produzido desde o processo de plantio até a poda. No quesito de sustentabilidade, Rafael conta que há o intuito de incentivar a experiência de tomar cafés coados, já que nos últimos tempos há uma crescente utilização de café encapsulado, que no caso, não são viáveis e apropriadas sustentavelmente.


    Por fim, ele relata que outro princípio da empresa é também buscar resgatar a essência do cooperativismo e impacto à vida de refugiados que estão tendo uma nova chance de recomeço, o impacto que eles podem trazer à sociedade se torna de bastante relevância. Empresas parceiras também tem o intuito de contratar refugiados e o contato e percepção desse projeto impulsionam ainda mais essa ação.


    No geral, os trabalhos humanitários às vezes podem ser vistos com certo distanciamento pelas pessoas, o baixo impulsionamento da mídia pode trazer isso como consequência. Para Rafael, “o que consideramos pouco, pode ser muito para um refugiado, então o amor ao próximo acaba ocupando um espaço muito importante nessas questões, o nosso propósito vai além de vender café, tem uma esperança de ir modificando a sociedade da mesma maneira”. 

    Mais sobre a editoria

    Guia da Cidade
    INCLUA SEU ESTABELECIMENTO

    Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8829-8351

    © 1984 - 2019 Folha da Manhã. Todos os direitos reservados.
    Desenvolvido por Mediaplus