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    17/10/2019 10h02 - Atualizado em 17/10/2019

    A segunda aventura de "Angry Birds"

    OS PERSONAGENS DO PRIMEIRO FILME ESTÃO COM UMA NOVA MISSÃO: PROTEGER OS ATAQUES QUE SURGEM DE UMA TERCEIRA ILHA

    Alysson Oliveira - Especial para a Folha

    Em sua segunda incursão no cinema, as aves digitais continuam bastante “angry”, mas nem tão “birds” assim – afinal, esses pássaros têm dentes, dedos na ponta das asas e bebem leite. Mas, obviamente, na fantasia pode-se tudo. Sob a direção de Thurop Van Orman (roteirista de desenhos de televisão como As Trapalhadas de Flapjack e As Meninas Super-Poderosas), o filme é colorido, anárquico e descontrolado – e isso é um elogio. Não haveria maneira mais acertada em transformar esse videogame num longa se não fosse algo completamente nonsense e vibrante.


     A trama começa com Red desfrutando o posto de herói na Ilha dos Pássaros, em constante rixa com os porcos verdes da outra ilha. São ofensas e destruições trocadas o tempo todo. Mas essa rotina de paz e guerra é interrompida quando surge uma nova ameaça, uma água lilás de vestido de noiva (!) chamada Zeta que quer eliminar os dois tipos de animais, ficando com as ilhas para ela e sua turma. Morando num lugar gelado, ela tem um plano envolvendo bolas de gelo cheias de lava.


    Não faz sentido? Não, não faz, mas quem espera plausibilidade de uma animação com aves e porcos falantes está no filme errado. Esses animais, aliás, precisarão se unir para derrotar Zeta. O plano é estapafúrdio. Red, na verdade, não tem a menor ideia de como liderar uma equipe, e quem rouba seu posto é Silver, irmã caçula do alucinado Chuck. A avezinha é um gênio na faculdade, embora, por ser mulher, ninguém a leve muito a sério.


    Obviamente, Angry Birds 2 – O filme não é um case de empoderamento feminino, pois nem seria bem o lugar para tal. Mas, ao colocar uma ave fêmea nessa posição, sempre se passa uma mensagem para o público infantil. A questão aqui é que, com seu mundo estilizado, seus personagens antropomorfizados e o colorido que parece de bala artificial, o longa funciona quase como um antídoto às animações que querem cada vez mais se aproximar do realismo.


    Há cenas memoráveis para crianças, e outras para adultos, e uma em especial para todas as idades, envolvendo uma fantasia de pássaro usada como disfarce para entrar no QG de Zeta. É a prova definitiva também de que esse é um filme que não se leva a sério, sabe rir de si mesmo e fazer o público rir junto dele e com ele. Um verdadeiro oásis em meio a tantas animações que querem ensinar uma grande lição de vida e moral para as crianças.

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