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    15/10/2019 09h45 - Atualizado em 15/10/2019

    A boa música do "Coringa"

    Trilha original foi feita antes das filmagens e é fundamental na cena que mostra a transformação de Arthur Fleck em Coringa

    Alexandre Ferraz Bazzan - Especial para a Folha

    Quem assiste ao Coringa – que continua em cartaz nos cinema de Passos e São Sebastião do Paraíso – sai do cinema com tantos questionamentos que um dos pilares principais do filme pode passar despercebido. A música. O diretor Todd Phillips encomendou à violoncelista islandesa Hildur Guðnadóttir a trilha sonora depois de terminar de escrever o roteiro com Scott Silver.


    Guðnadóttir é responsável por deixar o filme ainda mais sombrio, se é que isso é possível, e modificar uma das cenas mais importantes. Depois de matar três figurões do mercado financeiro

    , Arthur Fleck se tranca em um banheiro público. No roteiro original, o personagem interpretado por Joaquin Phoenix vomita em uma privada suja e depois começa a se olhar no espelho. Tira a arma da cintura e coloca na cabeça, mas quando aperta o gatilho ouve apenas um clique. Os seis tiros nos investidores tinham consumido todas as balas. Então ele tira uma grelha da parede, joga o revólver lá dentro e começa a lavar do rosto a maquiagem de palhaço.


    O resultado final é bem diferente do planejado. Phillips e Phoenix conversaram e acharam que a reação não seria a mais adequada para o personagem. Enquanto a equipe de 250 pessoas esperava do lado de fora, a câmera de Phillips mostra um Arthur ofegante dançando como se ele também estivesse ouvindo a trilha soturna. É a transformação de Arthur em Coringa.


    Hildur Guðnadóttir diz que no começo da música você escuta apenas o violoncelo e a orquestra vai crescendo até quase abafar o seu instrumento. É como se o violoncelo fosse a empatia que sentimos pelo personagem e a orquestra o seu tumulto interno. Inicialmente ela é praticamente inaudível, mas depois ela quase sufoca o violoncelo, explicou a compositora em entrevista para a NPR.


    A islandesa já tinha lançado discos solo e colaborado com o compositor compatriota Jóhann Jóhannsson, mas conseguiu maior reconhecimento após o Emmy com a trilha da série Chernobyl. Ela diz que quando assistiu à dança de Joaquin Phoenix ao som de sua música, depois de finalizada a produção, o ciclo se fechou: “Foi um bonito diálogo sem palavras”.

    Bilheteria

    Joaquin Phoenix é o rei das bilheterias norte-americanas mais uma vez, com Coringa conquistando uma vitória fácil em seu segundo final de semana, ao atingir 55 milhões de dólares em 4.374 locais. O longa dominou um trio de novas entradas, em que a comédia animada A Família Addams liderou o pacote com 30,3 milhões de dólares em 4.007 locais, superando as previsões. Projeto Gemini, de Will Smith, ficou abaixo das expectativas, com 20,5 milhões de dólares em 3.642 locais. A comédia de inteligência artificial de Adam DeVine Jexi gerou pouco interesse, com 3,1 milhões de dólares em 2.332 telas.


    Coringa mostrou muito fôlego, diminuindo apenas 43% de sua impressionante abertura com 96,2 milhões de dólares, o quinto maior lançamento doméstico de 2019, apesar das preocupações com o impacto negativo dos temas mais sombrios do filme. Os espectadores permaneceram fortemente envolvidos com um total de 10 dias superior a 192 milhões de dólares.


    O thriller psicológico já se tornou extremamente lucrativo para a Warner Bros., que fez parceria com Village Roadshow e Bron no projeto de 55 milhões de dólares. E com um sólido desempenho internacional de 351 milhões de dólares, Coringa atingiu 543 milhões de dólares nas bilheterias mundiais em menos de duas semanas.


    A Família Addams, administrada pela United Artists Releasing, da MGM, havia sido projetada para ganhar de 21 milhões a 27 milhões de dólares.


    Já as previsões de pré-lançamento colocavam Projeto Gemini entre 24 milhões e 29 milhões de dólares, mas a competição com Coringa e críticas negativas levaram a um resultado decepcionante, dado o preço de 138 milhões de dólares para Paramount, Skydance Media, Fosun e Alibaba. O filme segue Will Smith, que luta contra um clone mais jovem, que o diretor Ang Lee conseguiu através de visuais hiper-realistas.


    Os dois filmes mais bem colocados seguem a tendência recente de sólido desempenho geral na América do Norte, de acordo com Paul Dergarabedian, analista de mídia sênior da Comscore.
    O Coringa continua encantando o público, desencadeando conversas e gerando interesse, refletido por uma queda muito modesta de 43% em seu segundo final de semana”, disse ele. A Família Addams achou graça com o público familiar que estava animado com o clima amigável de Halloween e com a nostalgia gerando filmes de animação”.

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