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    15/10/2019 09h33 - Atualizado em 15/10/2019

    Colômbia: colorido caliente

    Montanhas com vistas impressionantes, praias com azul caribenho e uma cena cultural que vai de Botero aos artistas de rua

    Priscila Mengue - Especial para a Folha

    Já era noite quando, ao descer do avião, veio a confirmação do que todos ouvem antes de por lá chegar: o calor caribenho. Pego a bagagem, faço um câmbio rápido, entro no táxi. Mas nem dá tempo de se ambientar ao espanhol do motorista, pois em minutos já estamos diante da muralha e, a partir daí, já me sinto quase uma personagem terciária de algum romance de Gabriel García Márquez.


    Levei 28 anos para conhecer Cartagena das Índias. Os motivos envolvem dinheiro, tempo e um receio do “hype” que tomou a cidade (e a Colômbia) nos últimos anos. Não estava totalmente errada: turistas estão aos montes e, junto deles, muitos vendedores. Tudo isso debaixo de um sol forte e umidade intensa, que tornam suar um ato onipresente e inevitável - mesmo no inverno. E sabe do que mais? Vale muito a pena.


    Cartagena expõe três das facetas que mais me foram evidentes no território colombiano: a história, a cultura e a natureza. A quarta é a renovação urbana, elemento central do breve período em que estive em Medellín - o segundo destino dessa viagem de 15 dias, que ainda passou pela capital Bogotá.


    García Márquez é a primeira referência que sempre tive de Cartagena, embora não me debruce sobre um livro seu há uns 10 anos. Imaginei que a presença dele fosse evidente ao menos na parte histórica da cidade, mas não: as referências são sutis e encontrá-las requer até certo esforço (que já adianto ser recompensado).


    Esse estranhamento se torna ainda mais impressionante porque Cartagena tem muitas opções de passeios guiados. A temática até varia pouco, entre histórica, fotográfica e gastronômica, mas os meios de locomoção vão do andar a pé a de charrete, scooter, bicicleta ou mesmo segway (aquele diciclo utilizado por seguranças de shopping).


    Quase todos os tours saem das proximidades da Torre do Relógio, principal ponto de referência da cidade amuralhada, no centro histórico e turístico de Cartagena. Optei por um walking tour, aqueles tradicionais tours a pé das grandes cidades. Mas o roteiro fez questão de girar por pontos manjados e não lá tão interessantes para não gringos, como uma calçada com fotos de misses e uma loja de esmeraldas. Acontece.


    O passeio de verdade começou depois do tour, ao entrar nas igrejas e me perder propositalmente pelas tantas ruas de casarões coloridos. Naquele momento eu ainda não sabia, mas dias depois tive de me conformar: não, eu não conseguiria percorrer todas aquelas quadras, embora tenha passado dezenas de vezes pela Torre do Relógio.


    A cidade amuralhada não só é maior do que eu esperava, mas também melhor conservada. Construídas ao longo de dois séculos e concluída em 1796, as muralhas se estendem ao longo de 11 quilômetros. Não precisa procurar um lugar bonito para admirar ou tirar uma foto: praticamente todos os cantos nessa região são assim.


    E, aqui, vale o alerta: use filtro solar. E também use chapéu, beba muita água e, acredite em mim, escolha uma hospedagem dentro da cidade amuralhada. Além de todo o encantamento de estar perto de tudo o tempo todo, tem outra vantagem: é um refúgio para fazer pequenos intervalos do calorão (e também uma forma de evitar pegar muitos táxis).

     

    Herança de gabo nas ruas da cidade


    A melhor maneira para percorrer os passos de Gabriel García Márquez na cidade é com o audiotour La Cartagena de Gabo (tem opções em inglês e francês também; R$ 18,99 no iTunes e Google Play). O passeio foi desenvolvido por uma agência em parceria com a Fundação García Márquez. São 35 pontos de visitação, a maioria dentro da cidade amuralhada. Cada parada significa traz informações sobre o escritor e o local, além de trechos de alguns livros, especialmente O Amor nos Tempos de Cólera.


    No início, a dinâmica me pareceu mais desgastante do que proveitosa, mas mudei de ideia ao me sentar em frente à igreja em que a personagem Firmina Daza casou e, depois, ao avistar o casarão em que viveu com o pai (onde o batedor de portas tem o formato de papagaio).


    “Cartagena era como um cenário construído especialmente para o escritor pela mão misteriosa do destino”, disse um trecho do audiotour. Já perto do final, o roteiro se aproxima das muralhas e para diante de uma casa rosada de arquitetura modernista: ali viveu o maior escritor colombiano (hoje, segue com uso privado).  

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