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    10/10/2019 10h06 - Atualizado em 10/10/2019

    Chuva traz uma florada uniforme do café no Sul

    Agentes consultados não têm estimativas da real dimensão das flores, mas acredita-se que estas sejam as principais floradas da temporada

    Conforme o esperado, floradas da safra 2020/21 de café arábica se abriram no início de outubro em Minas Gerais, principal Estado produtor do Brasil, estimuladas pelas chuvas ocorridas no final de setembro, apontou análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).


    As primeiras flores foram verificadas entre a sexta-feira, 4, e o domingo, 6, nas regiões do Sul de Minas. Mogiana (SP), Zona da Mata (MG) e Cerrado Mineiro. “Até o momento, agentes consultados não têm estimativas da real dimensão dessas flores, mas acredita-se que estas sejam as principais floradas da temporada”, declarou o Cepea, da Esalq/USP.


    Nas regiões de Garça (SP) e noroeste do Paraná, ainda é necessário um maior volume de chuvas para a abertura da última floração, acrescentou o Cepea, que já registrou floradas nessas áreas anteriormente.


    “Assim, com floradas significativas já abertas em todas as regiões produtoras de café arábica, o setor deve seguir atento ao clima. Caso o regime de chuvas siga favorável para o pegamento das flores, as cotações externas e internas podem seguir em patamares mais baixos nos próximos meses”, acrescentou a nota, lembrando que a safra 2020/21 será de bienalidade positiva para o arábica. Segundo a Climatempo, chuvas são previstas para todas as regiões cafeeiras nos próximos dias.


    Mercado

    Com o mercado em ritmo de espera e observação, esta semana, até ontem, os contratos de café na ICE Futures US em Nova Iorque oscilaram pouco. Na segunda, as cotações na ICE abriram em baixa, que se acentuou após o meio dia. Os contratos com vencimento em dezembro próximo perderam 305 pontos. No balanço da semana passada, a queda foi de 190 pontos.

     

    O dólar recuou frente ao real praticamente todos os dias, dificultando ainda mais o fechamento de negócios no mercado físico brasileiro. Mesmo assim, a necessidade de “caixa” de parte dos produtores fez com que todos os dias saíssem negócios. Hoje, a queda acentuada na ICE, combinada com mais uma recuo do dólar frente ao real, paralisou completamente o mercado físico.


    Impressiona a pouca oferta de café arábica de boa qualidade a finos. Os lotes de café que aparecem são em sua maioria de arábicas médios a fracos. O clima irregular, a quebra da safra e da qualidade, os preços baixos, a queda da inflação e dos juros, tudo leva os produtores de café a se retraírem e só venderem sua produção para cumprir compromissos mais próximos. Preferem ficar com seus lotes e aguardar preços melhores.


    As chuvas que caíram no final de setembro em grande parte das regiões produtoras de café arábica tranquilizaram um pouco os cafeicultores brasileiros.


    As precipitações foram boas na alta Mogiana de São Paulo e razoáveis no Sul e Cerrado Mineiros. Agora, os produtores aguardam a abertura de novas floradas e vão observar o pegamento das flores que já se abriram. Daqui para frente, o setor vai acompanhar com apreensão o clima, uma vez que a continuidade das chuvas será essencial para o pegamento das flores e para o desenvolvimento dos chumbinhos da safra 2020/2021.

     

    Já está descartada a possibilidade de uma nova safra recorde, mas a torcida é para que o clima possibilite o crescimento de uma safra de bom tamanho e com qualidade. As altas temperaturas e a previsão de chuvas irregulares preocupam bastante.


    Segundo a Somar Meteorologia, o mês de outubro começou com tempo firme na maior parte das áreas produtoras do Brasil e, na próxima semana, a chuva alcança o norte do Paraná e as áreas produtoras do Sudeste, porém com baixos acumulados e de forma mal distribuída. O mês de outubro será marcado pela irregularidade na chuva nas principais áreas produtoras de café do país.


    A Organização Internacional do Café (OIC) divulgou, em seu relatório mensal, que o excedente de oferta e aumento de produção foram as principais causas para preços tão baixos neste ano-safra. Houve uma queda para 97,74 centavos de dólar por libra-peso em agosto e uma média de 100,47 centavos de dólar por libra-peso no ano cafeeiro (outubro de 2018 a agosto de 2019). “Esse excedente é um fator importante nos preços baixos nesta temporada”, informou o relatório. A média do indicador composto em 2017/2018 ficou em 111,51 centavos de dólar por libra-peso e, em 2016/2017, em 132,43 centavos de dólar por libra-peso.


    O indicador do robusta/conilon caiu para a menor média mensal desde abril de 2010 (baixa de 0,2%), para 70,64 centavos de dólar por libra-peso. A produção, segundo a OIC, foi impulsionada principalmente pelo Brasil e Vietnã, contribuindo para o declínio de preços.

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