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    10/10/2019 08h53 - Atualizado em 10/10/2019

    Sucesso de 35 tem sessão no Pipoca

    O PIPOCA E BALA PIPPER VAI EXIBIR, Na TERÇA-FEIRA, 15, O CLÁSSICO ?O PICOLINO?, CONSIDERADO POR MUITOS CINEASTAS COMO O MELHOR MUSICAL DA ERA DA GRANDE DEPRESSÃO

    Não há nenhum clássico absoluto, mas O Picolino (Top Hat), dirigido por Mark Sandrich, é o que mais se aproxima desta cognominação. Astaire interpreta Jerry Travers, um dançarino prodígio que vai à Inglaterra para encenar seus números musicais a pedido de Horace (Edward Everett Horton), um rico homem de negócios com expressão constantemente assustada.

     

    Chegando lá, Jerry conhece Dale Tremont (Rogers), uma mulher rica que serve como modelo para seu estilista Alberto Beddini (Erik Rhodes), um indivíduo pitoresco que profere constantemente a romanesca frase: “For the woman – the kiss, for the man – the sword!”. O Pipoca e Bala Pipper exibe a produção nessa terça-feira, 15, às 20h no anfiteatro da Casa da Cultura.


    Repentinamente, Rogers reencontra sua amiga recém-casada (Helen Broderick), que promete apresentar-lhe seu marido (Horace), porém a loira confunde Horace com Astaire, pensando que o mesmo é um charlatão, desferindo-lhe um tapa em público. Obviamente, a trama é um tanto quanto rasa, assim como a dos outros musicais da década de 30, mas a grandiloquência de seus cenários e a performance dos atores suprem essa falha, assim como em Belezas em Revista (1933).

     

    Ademais, os coadjuvantes são extremamente cômicos e ajudam a desenvolver alguns subtextos na trama, mostrando que não estão lá como meros figurantes. Por esses motivos, O Picolino é considerado o melhor filme da dupla, quiçá o maior musical da época da Grande Depressão.


    O filme apresenta diversos números musicais que se destacam, mas alguns são verdadeiramente inesquecíveis. O primeiro, “No Strings (I’m Fancy Free)”, ocorre antes dos consortes se conhecerem, quando Astaire enceta um sapateado em seu quarto de hotel, incomodando Rogers, que ocupava a alcova de baixo, que sobe as escadas para repreender o rapaz. Neste momento, eles se apaixonam, apesar do “jogo da sedução” não permitir que ambos se entreguem tão facilmente à esta paixão.


    Outra apresentação magnífica é a que dá nome ao filme: “Top Hat”. Astaire, trajando um elegante terno à la Chaplin, também utilizando bengala e chapéu, dança e canta maravilhosamente bem, em frente a um cenário que imita uma rua parisiense, culminando na cena em que Astaire “metralha” os demais com a bengala e sai do palco graciosamente.


    Finalmente, o público é apresentado a uma Veneza no estilo art déco, onde a água foi tingida de preto para contrastar com o alvo fundo do cenário, em que Rogers e Astaire dançam após sua reconciliação, encantando os espectadores com a coreografia espetacular de Hermes Pan e a canção “Cheek to Cheek”.

     

    Vale citar que o vestido repleto de penas de avestruz de Rogers irritou Fred, que chegou a comentar que ela parecia uma “galinha atacada por um coiote”. Apesar dos contratempos, o número foi executado da maneira idealizada pela atriz, consubstanciando uma dança suave e apaixonada entre o casal.


    No quesito técnico, Mark Sandrich dirige o filme de forma atenciosa, porém quem dá vida à película é a dupla auspiciosa, ofuscando qualquer prodígio que o diretor pudesse intentar. O restante da equipe técnica também faz um bom trabalho, construindo cenários suntuosos que figuravam como alguns dos maiores feitos da RKO até então.

     

    Dentre os coadjuvantes, Harold e sua esposa, Madge, são engraçadíssimos, cada um preservando suas idiossincrasias e mostrando que os opostos realmente se atraem: a parte masculina é idiotizada e inocente, enquanto a mulher é forte e perspicaz, questionando o suposto sexo frágil, principalmente após a esposa desferir um soco no olho do marido.


    O cavalheiro com sotaque espanhol também se destaca, defendendo Rogers ardentemente, disparando frases que até hoje são citadas. Em virtude do que foi dito, é possível entender porque o filme foi indicado ao Oscar em diversas categorias, como Melhor Filme, Direção de Arte (Van Nest Polglase, responsável pelos suntuosos cenários, merecia auferir o prêmio), Música (a cargo de Irving Berlin) e Coreografia.

     

    Evidentemente, O Picolino foi um sucesso de bilheteria, atraindo o público de forma geral, principalmente por não ser somente uma forma de entretenimento para consolar os indivíduos aflitos devido à Grande Depressão, apresentando grande qualidade técnica e atuações sublimes.


    Enfim, O Picolino é um filme que se destaca frente a outros musicais do mesmo período, como Caçadoras de Ouro (1933), Sangue de Artista (1939) e Belezas em Revista (1933). Fred Astaire (com sua tradição em musicais da Broadway) e Ginger Rogers estão esplendorosos, formando um dueto que alegra e sensibiliza o público até mesmo nos dias atuais, mostrando que o filme não perdeu sua pujança após todos esses anos de evolução da arte cinematográfica.

     

    Por isso, esta é uma obra obrigatória para qualquer cinéfilo, sobretudo para os fãs de musicais, evidenciando que o tão decantado progresso tecnológico e o Computer Graphic Imagery (CGI) não conseguem superar a performance honesta e apaixonante dos atores.


    O PICOLINO
    Pipoca & Bala Pipper
    Top Hat. EUA, 1935. Gênero: Comédia/Musical. Diretor: Mark Sandrich. Elenco: Edward Everett Horton, Fred Astaire, Ginger Rogers. Cine Clube Pipoca & Bala Pipper, anfiteatro da Casa da Cultura, terça-feira, 20h00. 

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