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    08/10/2019 08h48 - Atualizado em 08/10/2019

    Série volta hoje mais ácida e politizada

    Na sua segunda temporada, "Filhos da Pátria" volta repleta de memes e frases de efeito de políticos atuais. série ambientada em 1930 poderia muito bem se passar em 2019

    Rio de Janeiro, sede do Governo Federal. Outubro de 1930, momento de transição da história do Brasil com o início da Era Vargas. É neste contexto que se passa a segunda temporada de ‘Filhos da Pátria’, que estreia no dia 8 de outubro, na Globo. Na série, escrita e criada por Bruno Mazzeo, uma típica família da classe média brasileira, já conhecida do público, volta às telas, mas agora vivendo em um outro tempo.


    São os Bulhosa, que apesar de desembarcarem um século à frente, mantêm seus trejeitos e toda a excentricidade característica do clã, formado pelo pai Geraldo (Alexandre Nero), a mãe Maria Teresa (Fernanda Torres), o filho Geraldinho (Johnny Massaro) e a filha Catarina (Lara Tremouroux). Cada um a seu modo, e em um tom bem-humorado, eles interagem nessa nova conjuntura política, social e econômica do país. 


    Se na primeira temporada de ‘Filhos da Pátria’, os Bulhosa viviam no Brasil de 1822 — um país recém-independente e otimista — na segunda, o contexto inclui o governo de Getúlio Vargas que enche o Brasil — mais uma vez — de esperança, com promessas de modernidade diante da estagnação após anos da hegemonia da elite no período conhecido como “café com leite”.


    A chegada e a influência do rádio, o impulso da industrialização e a revolução são as novidades que moldam a sociedade da época e marcam a chegada do século XX — sim, em 1930, com 30 anos de atraso. Esta é a época também em que o samba é estabelecido, por Getúlio, como a música oficial do Brasil e quando é criado o Carnaval.


    A nova leva de episódios traz uma crônica cheia de humor e atualidade sobre a construção da sociedade brasileira e seus ciclos repetitivos, que parecem trazer à tona as mesmas questões, apesar do passar dos anos. “Tratamos de época, mas falamos de acontecimentos e temas muito atuais. Através do humor e dos nossos tipos extremamente engraçados, criamos um diálogo relevante para a sociedade, ao chamar atenção para um fato: é o Brasil sempre achando que vai para frente.

    Continuamos nessa expectativa”, analisa Mazzeo. O retorno da família, agora em novo período, é uma aposta da série. “Esse movimento de trazer os mesmos personagens para outro período histórico é muito estimulante. Os comentários críticos e os posicionamentos daquela família são experimentados agora em um novo lugar, o que amplia nossos desafios e nos dá a liberdade de reinventar dentro de um mesmo produto”, afirma o diretor artístico da série, Felipe Joffily. 

     

    A família Bulhosa

    Geraldo (Alexandre Nero) é o patriarca dos Bulhosa. Pai amoroso e preocupado com o bem-estar da esposa e dos filhos, é um pacato – e apagado – funcionário público do Palácio do Catete. Sem grande desenvoltura ou ideais, se vê levado a abandonar seus poucos princípios éticos para sobreviver às pressões que o ambiente de trabalho lhe impõe. De oprimido passa, com o tempo, a opressor e até começa a se sentir merecedor de um “por fora”, para alegria de Maria Teresa (Fernanda Torres), sua mulher.

     

    Obcecada por fazer parte da alta sociedade, ela acredita que as mudanças trazidas pela Revolução podem lhe dar a oportunidade de ascender socialmente. Deslumbrada com os recém-chegados militares gaúchos, Maria Teresa torna-se admiradora fanática e defensora ferrenha de valores que nem sabe bem o que significam. Elitista, deslumbrada e sem-noção, abusa da hipocrisia para parecer uma boa pessoa.


    “Transportamos os Bulhosa para o início dos anos 1930, momento importante da história do país, mas contamos a trajetória daquela família. Nossos personagens não convivem com o poder nem com figuras históricas da época. Eles são pessoas comuns, moradores do bairro da Tijuca, que vivem naquele período”, detalha Mazzeo. Para Alexandre Nero, um dos grandes encantamentos da família Bulhosa é exatamente essa simplicidade.


    “Geraldo não é um tipo maquiavélico. Ele é um homem comum que vai sendo levado pelas circunstâncias, como qualquer um poderia fazer e, algumas vezes, faz. É um sujeito vaidoso, que se enfeitiça pelo pequeno poder. É aquele cara que cumpre ordens sem questioná-las. E as cumpre porque tem medo de tudo: de perder o emprego, dos militares, de morrer, da tortura, da mulher”, define o ator. Fernanda Torres complementa: “‘Filhos da Pátria’ apresenta um olhar cômico e terrível sobre nós mesmos, quase um estudo antropológico sobre as nossas mazelas eternas e sobre a nossa fundação. A Maria Teresa somos nós, uma tia, alguém que conhecemos. Todos temos algo dela. Algumas pessoas mais, outras menos”, diz.  

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