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    08/10/2019 08h41 - Atualizado em 08/10/2019

    Cambará, a terra dos cânions

    O encontro com Itaimbezinho e Fortaleza, cartões-postais da região de Aparados da Serra, onde há trilhas desafiadoras e paisagem sempre recompensadora

    Anelise Zanoni - Especial para a Folha

    Levar o título de terra dos cânions é uma grande responsabilidade. Com pouco mais de 6 mil habitantes, a cidade de Cambará do Sul precisou descobrir seu espírito empreendedor para aproveitar seu potencial turístico e criar opções aos viajantes que vêm conhecer os cânions Itaimbezinho, no Parque Nacional de Aparados da Serra, e Fortaleza, no Parque Nacional Serra Geral.


    Quem passa pelo centrinho percebe a movimentação: pedreiros levantando paredes com pressa surgem aqui e ali. Querem terminar o trabalho a tempo de a concessão dos parques ser efetivada. Enquanto isso não acontece, fazer a visitação é tarefa fácil, mas exige planejamento: reserve um dia para cada parque, pelo menos. Ambos têm entrada gratuita.


    O ideal é privilegiar passeios pela manhã, para evitar paisagens com neblina. Também é importante saber que o clima muda rapidamente, podendo transformar dias amenos em clássicos de inverno.

     

    Aparados da Serra

    Para quem vai aos parques por conta própria, a dica é ir primeiro aos Aparados da Serra. A chegada à área protegida, que em dezembro completa 60 anos, exige percorrer 11 quilômetros de estrada de chão. São cerca de 20 minutos balançando - mas compensa.


     A entrada é simples: paramos numa cancela, deixamos alguns dados pessoais e seguimos de carro até o estacionamento. Desde 2016, o acesso é gratuito.


    Atualmente, duas trilhas estão liberadas: a do Cotovelo e a do Vértice. Comece pela primeira, mais longa, assim o corpo se acostuma e o resto vai parecer fácil. Ao todo, são cerca de 3 horas de passeio em um caminho leve, passando entre árvores e pontilhões de onde é possível ouvir o barulho da água.


    A gente não percebe, mas a caminhada é feita pelas bordas do Itaimbezinho, que só desponta no horizonte no final do passeio. E é justamente no fim que está o melhor. É quando paramos nos mirantes e podemos ver parte dos 5,8 quilômetros de extensão das paredes, que algumas vezes são cobertas por quedas d’água.


    No total, a trilha do Cotovelo, com pouco mais de seis quilômetros (ida e volta), transpõe arroios e passa por mirantes instalados à borda do cânion, possibilitando uma vista privilegiada. Em uma das plataformas, despenca o Véu de Noiva, cachoeira que deságua no fundo do abismo por onde corre o Rio do Boi (ótimo ponto para quem gosta de trilhas longas, difíceis e guiadas). Depois da visita, voltar os 3 quilômetros restantes fica até fácil.


    Já a trilha do Vértice pode ser acessada ao lado do centro de informações, local onde está o único banheiro do parque e que mantém exposições sobre algumas atividades da cidade. É uma trilha fácil - tem apenas 1.500 metros e aproximadamente 1 hora de duração.


    Nos primeiros passos já temos uma vista parcial dos paredões, que ficam à disposição em frente ao mirante. Do alto, observam-se a cachoeira das Andorinhas e o vértice do cânion Itaimbezinho.

     

    Serra Geral

    Guardar o melhor de uma viagem para o final é sempre mais interessante. Por isso, sugiro deixar a visita ao Parque da Serra Geral por último. Do centro de Cambará, são cerca de 40 minutos até o parque. Assim que chegamos, ao descer do carro, avistei ao longe uma montanha com alguns pontinhos no topo. “Sim, é para lá que vamos, onde estão aquelas pessoinhas”, confirmou o guia.


    De mochila nas costas e casaco corta-vento, apertei o passo. A primeira aventura era rumo a um caminho simples em direção ao cânion. Logo após o estacionamento, à esquerda, a rápida trilha pela vegetação rasteira dá acesso à primeira vista do cânion que faz divisa com Santa Catarina.


    Para quem tem problema de mobilidade (ou só preguiça mesmo) é a trilha perfeita. São apenas três quilômetros, o que dá, mais ou menos, 1h30 de caminhada rápida e muito simples. Sem falar que a paisagem reserva um momento “uau”.


    No meio do caminho surgem montanhas que parecem ter sido cortadas à faca, dispostas lado a lado. Para os corajosos, fotos sobre as pedras da borda rendem imagens lindas. Mas fique atento: os desfiladeiros não são protegidos e há risco de quedas.


    Como já conhecia o cânion, sabia que valia a pena seguir por outra trilha de três quilômetros que levaria a uma das paisagens mais bonitas do Brasil. A trilha do Mirante é cansativa e, por vezes, prejudicada por causa do vento e da neblina, por isso é sempre mais indicado percorrê-la na parte da manhã.


    No dia da minha visita, ofegante, percebi como o coração batia forte enquanto seguia em direção ao pico da montanha. Naquele dia de inverno ensolarado, foi preciso tirar casaco, manta e blusão de lã, agora desnecessários.


    Já no topo, recebi a melhor das recompensas. Uma vista de 180 graus para o paredão que separa o solo gaúcho do catarinense. A paisagem parece se perder pelo horizonte e convida para um momento de silêncio e introspecção, cortado apenas pelo voo dos pássaros que habitam por ali. 

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