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    01/10/2019 11h26 - Atualizado em 01/10/2019

    Opinião: Discurso na ONU - matou a pau o presidente

    No reino animal é naturalmente instintivo um indivíduo cheirar o outro. Nesse cheiro, muito do DNA ou identificação familiar é harmonizado. Para ser mais objetivo, os gambás ou as jaratatacas, que não são da mesma família, se identificam pelo odor (catinga, no popular) natural.

    No gênero humano não é muito diferente, só que de maneira mais ‘refinada’, quer dizer, o cheiro aqui é bem mais abrangente, é sinônimo de identificação ou repulsa. Essa identidade, na verdade, vai bem além dos odores de hormônios ou perfumes franceses. Pode ser política, filosófica, social, militar, econômica etc, ou simplesmente por submissão.

     No órgão máximo do convívio universal entre as nações, a ONU (Organização das Nações Unidas), em sua sessão principal (a Assembleia Geral), que ocorre anualmente, o Brasil tem a deferência e a honra de ser o país que abre os trabalhos, desde 1.947, quando o chanceler brasileiro Oswaldo Aranha fez história. Com a ascensão do general Figueiredo ao poder na década de 1980, já nos estertores da ditadura, de lá para cá passou a ser o presidente da República a fazer o discurso de abertura.

    E, neste ano de 2019 não foi diferente: o presidente Bozonaro, felizmente (para quem tinha alguma dúvida), quis ir, perdendo a oportunidade de ouro de declinar em razão da cirurgia à qual foi submetido. Ato contínuo, fez um discurso que “matou a pau” na mais arraigada ambivalência dessa expressão. Pois, para o psicanalista inglês, Winnicott, “a agressividade é inerente à natureza humana”. O que não quer dizer que ela seja instituída para todos. É atributo, felizmente, apenas de alguns que às vezes a desenvolve até ao paroxismo. Assim, como quase tudo que é emanado do presidente Bozo, carrega uma relação dual ou, no limite, até psicanalítica, teve bozonímios como, por exemplo, generais e ministros, que avaliaram que ele fez discurso de “estadista”. Aqui Oswaldo Aranha revirou na cova, com certeza.

    Ora, “matou”a pau d’alho”, essa pouco conhecida planta que cheira alho. Do mesmo modo que esta herbácea de temperar tem seus apreciadores, tem aqueles que a repugnam, como por exemplo, o demônio. Assim, na ONU, prevaleceu com folga aqueles que reprovaram (demônios, pela concepção bozonímica), de maneira contundente, o discurso neofascista, deslumbrado, raivoso e tresloucado do presidente brasileiro.

    “Matou a pau” de sebo. Um biliático gratuito, que poderia ter aproveitado a oportunidade, ainda que falseando sua personalidade, de se aproximar do mundo todo, principalmente dos europeus, com acenos de compromisso com a democracia, meio ambiente e comércio. Preferiu atacá-los gratuitamente, para estupefação de todos. Qual seja, pensou ter subido no pau de sebo, mas ante sua retórica agressiva e rasa, num ambiente diplomático por excelência, mal subiu até a tribuna, escorregou ao rés–do-chão, ante uma plateia de chefes de governo e Estado de todo o mundo. “Pobre Alphonsus!” “Pobre Alphonsus!” Diria, compadecido, Alphonsus Guimaraens, se vivo fosse.

    “Matou a pau” de galinheiro. Qualquer um que conheça um galinheiro sabe que mais sujo que o suporte onde dormem as galinhas só mesmo um poleiro de pato. Assim, do ponto de vista estratégico da diplomacia multilateral e da habilidade que costuma ser inerente a um chefe de governo e/ou Estado, ante plateia tão seleta, pode-se dizer com todas as letras: sujou geral. (tanto quanto, diria Mephistopheles). Ah, mas de tratados de escatologia o presidente Bozonaro já deu mostras de que é chegado. Lembram do “dia sim, outro não”? Agora deve ter retificado para ‘dia sim e outro também e à noite, idem’.

    E, finalmente no quesito de “matar a pau mandado”, aqui pode-se afirmar com segurança que o Bozo saiu muito bem. Afinal das contas não podemos nos esquecer que no começo do mandato a primeira coisa que fez foi restabelecer a principal premissa do Modo de Produção Feudal, que foi prestar juramento de submissão de vassalo total ao suserano Donald Trump. Afinal, quem está sob esse regime de submissão internacional, está obrigado a fazer tudo que o suserano mandar. Principalmente ataques verbais gratuitos à Cuba e Venezuela. Afinal, o que esses dois países soberanos fizeram contra o Brasil?

    Ah, uma outra coisa em que o Bozonaro saiu-se muito bem no discurso e por total conta e risco dele mesmo, foi na apologia à ditadura brasileira e a seus exterminadores. Além de demonstrar grande desprezo pela cultura indígena brasileira.
    E salve o “Brasil Pátria ‘Nada’! “


    NORIVAL BARBOSA é aposentado.

    BOLSONARO DEMONSTROU DESPREZO PELA CULTURA INDÍGENA BRASILEIRA 

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