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    01/10/2019 09h49 - Atualizado em 01/10/2019

    Excesso de exposição nas redes pode trazer problemas psicológicos

    ANSIEDADE, BAIXA AUTOESTIMA E PREJUÍZO NA QUALIDADE DO SONO ESTÃO ENTRE OS SINTOMAS COMUNS DO EXAGERO NO USO DAS MÍDIAS SOCIAIS

    A era da tecnologia tem feito com que, a cada dia, as pessoas se coloquem em exposição nas redes sociais. Eventos sociais ou mesmo as pequenas tarefas do dia a dia são postadas, comentadas e curtidas a todo o momento e, nesta prática, é comum sintomas como ansiedade e frustração de quem busca a reafirmação de suas atitudes através de likes e comentários. Uma atitude que pode trazer problemas psicológicos sérios, como comenta o psicólogo do Núcleo de Atenção à Saúde da Unimed Sudoeste de Minas, Dener Fraga Batista Leite.


    Segundo o profissional, a contradição entre o que a pessoa expõe nas redes sociais e o que acontece na realidade do dia a dia é uma das causas de sofrimento psicológico. “Esta diferença traz sofrimento na medida em que a pessoa se frustra por não viver aquela vida idealizada e perfeita, ou seja, por não integrar na sua consciência as contradições e frustrações da vida real. A pessoa sofre por esta dissociação por não encontrar bases reais em que seu desejo foi projetado. Sofre também por criar uma expectativa social e pessoal elevada com uma necessidade compulsiva para se manter relevante. Muitas vezes sente-se depressiva por não alcançar esta idealização, fazendo comparações sociais excessivas.


    Este excesso de exposição pode ser potencialmente prejudicial especialmente às crianças e adolescentes, que estão em um processo de formação de valores. Por isso, é preciso atenção redobrada com aquelas que são influenciadoras digitais e também com as crianças e adolescentes que seguem blogueiros e youtubers nas redes sociais.


    “Sintomas ansiosos, depressivos, baixa autoestima, dependência, prejuízo na qualidade do sono, dificuldade sociais/ empatia e com frustrações podem ser alguns dos sintomas deste exagerado nas redes sociais, , porque na medida em que a pessoa mantém vínculos e relacionamentos na sua maior parte na dimensão virtual, perde-se outras vivências fundamentais para saúde psicossocial como exemplo o diálogo presencial. Perde-se também o contato das possíveis consequências e desprazeres que as contradições de pensamentos produzem nos relacionamentos e que é fundamento para construção de relacionamentos mais flexíveis e tolerantes.


    Ainda segundo o psicólogo, nos primeiros anos de vida, a criança necessita interagir com o mundo à sua volta. A interação deve-se se dar com pessoas para vínculos, com o espaço físico para o desenvolvimento psicomotor e muitas outras vivências necessárias para sedimentar uma estrutura da personalidade adaptativa. Recomenda-se até o 2 anos, que a criança não utilize aparelhos eletrônicos e após esta fase, o uso deve ser de no máximo duas horas por dia e gradualmente pode-se aumentar com a idade, mas nunca deixando de ter outras vivências. O horário que se deve evitar é principalmente antes das refeições e na hora de dormir”, salienta.


    O psicólogo alerta que o papel de orientação e controle do uso das tecnologias deve ser dos pais, mas é preciso que eles também dêem o exemplo.”Os pais devem monitorar, orientar,determinar o tempo de uso, oferecer opção de vivência social e mais do que tudo; é ser o exemplo. No consultório e também nas minhas observações na sociedade, percebo que os pais também fazem este uso excessivo e deixam as crianças de lado”. 

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