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    30/09/2019 08h44 - Atualizado em 30/09/2019

    Oronilce Donizete Figueiredo Júnior, psicólogo e hipnoterapeuta

    "Na hipnoterapia tratamos qualquer evento de fundo emocional que não nasceu com a pessoa"

    Adriana Dias - Da Redação

    Oronilce Donizete Figueiredo Júnior, 34 anos, nascido em Passos, Psicólogo formado pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais, unidade de Poços de Caldas em 2012, pós-graduado em Psicologia Jurídica pelo Instituto Paulista de Estudos Bioéticos e Jurídicos (IPEBJ) em Ribeirão Preto.

    Também é hipnoterapeuta pelo Instituto Lucas Naves e OMNI Hypnosis Training Center em São Paulo, Hypnokids (hipnoterapia para crianças) e coach da mente, que é voltado a área da hipnose para potencializar profissionais.

    O passense iniciou na área da psicologia e trabalhou em uma clínica de tratamento de dependência química por cinco anos na comunidade Sagrada Família, também atuou com crianças de abrigo e liberdade assistida no Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) da prefeitura de Passos.

    Logo após, foi para a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) onde trabalhou por um ano. Em seguida ingressou no ramo da hipnoterapia, e, desde 2017 atua nessa área. Solteiro, diz que vive exclusivamente para o trabalho, mas que ama viajar e alguns lugares dos quais já esteve estão Buenos Aires, Uruguai, Maceió, Fortaleza, Salvador, Morro de São Paulo, Florianópolis.

    No mês em que se falou tanto de doenças da alma, o Entre Prosas trouxe um especialista no assunto para esta conversa esclarecedora, ele fala da possibilidade de cura de vários traumas por meio da hipnoterapia.

     

    Folha da Manhã – A hipnoterapia é uma técnica autorizada?

    Oronilce – Sim, a hipnoterapia é autorizada por quatro conselhos federais, de Medicina, Fisioterapia, Psicologia e Odontologia. A hipnose vem desenvolvendo seus estudos já há um pouco, mais de cem anos e agora ela teve realmente um avanço, de forma que trabalhamos e tratamos fenomenosde fundo emocional que pode somatizar um trauma, bloqueio, patologias e doenças mentais. É um processo rápido de auto-cura e a gente tem alcançado progressos com a hipnoterapia que, na área da saúde ainda não tem cura, mas temos conseguido cessar. Por exemplo, o transtorno bipolar que não tem cura, somente tratamento; a fibromialgia e Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) também. Então, é algo que eu estou começando a montar para trabalhar com iniciação científica porque esse é um caso novo de tratamento, ainda está na fase de separação de dados, pesquisa de campo, conversei com um professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) que deve me orientar e ele demonstrou interesse.

     

    FM - Dentre os seus trabalhos de pós-graduação, algum envolve mestrado ou doutorado?

    Oronilce –Sim, sou Pós graduado em Psicologia Jurídica e não possuo mestrado ou doutorado, pretendo iniciar um mestrado justamente com essa pesquisa que estou elaborando.

     

    FM – Na hipnoterapia já existe algum fator de cura para quem tem vitiligo?
    Oronilce - O vitiligo na verdade a gente descobre a causa, qual foi a emoção impactante que levou a iniciar o surgimento do mesmo. A hipnoterapia fecha o canal e pode impedir o avanço da manifestação dos sintomas, porém é necessário um tratamento dermatológico simultaneamente para que através da avaliação deste profissional ocorra a diminuição da manifestação da doença. É o mesmo que acontece com a diabetes tipo 2, em que encontramos o fator emocional que deu início e tratamos na raiz do problema através da regressão de idade. Vários sintomas deixam de aparecer, o que acaba ocasionando a não necessidade de certas medicações, sempre tendo o olhar dele junto com o médico responsável.

     

    FM - Para essa avalanche de questões relativas a depressão, tem algum estudo nesse sentido?

    Oronilce - Na hipnoterapia tratamos qualquer evento de fundo emocional que não nasceu com a pessoa. Tudo aquilo que ela adquiriu em vida e vê como uma situação problemática, seja uma patologia já instalada ou apenas emoções e sentimentos que estejam travando ou traumatizado. Vamos lá, a asma, gagueira, diabetes tipo 2, síndrome do pânico, transtorno bipolar e de ansiedade, fibromialgia, depressão, pensamento suicida, transtorno de Borderline, instabilidade nos relacionamentos, diferentes fobias e tudo aquilo que traz um impacto para a vida do indivíduo.

     

    FM - O paciente tem que acreditar que isso é possível, ou seja, na eficácia do tratamento?

    Oronilce - Geralmente quando o paciente procura por ajuda no consultório, ele já tem uma necessidade de urgência para tratar algo. E, sempre vem porque amigos do paciente e conhecidos também buscaram essa alternativa e deu certo. A hipnose está no Brasil e é reconhecida há 20 anos, é uma tática de mais de cem anos. A hipnose vem sendo desenvolvida por médicos há muitos anos, os hipnoterapeutas são pessoas que trabalham com terapia, tratamento de algo, e tem os hipnotistas que trabalham com público e entretenimento. A hipnoterapia é interessante porque ela não tem efeitos colaterais. Com os avanços de Gerald Kein, fundador da OMNI Hypnosis Training Center, a instituição se tornou o único órgão de hipnose do mundo com a certificação de qualidade ISO 9001. Faleceu em 2017 e deixou um legado de ensinamento, principalmente o desenvolvimento de um protocolo pelo qual nós tratamos as doenças de fundo emocional de forma rápida e eficaz. Então, imagine uma pessoa depressiva, que convive com medicamentos há 10 anos e tem a possibilidade de redução do seu quadro em um curto período de tempo.

     

    FM – Mas tecnicamente este tratamento em curto período para o profissional é ruim, afinal ele pode perder o cliente?

    Oronilce - Não, sempre a melhor propaganda será o boca a boca a partir do momento que alguém veio e se encantou com os resultados, automaticamente ele indicará para alguém a realização deste trabalho, é o fato de que você começa a ser reconhecido pelo trabalho feito. Os comentários tem repercutido nas cidades de Carmo do Rio Claro, Itaú de Minas, Alpinópolis, Piumhi, Pimenta, Campinas, São Paulo, onde também já realizei alguns atendimentos.

     

    FM - O que o despertou para essa área?

    Oronilce - No momento em que assisti a uma palestra na graduação, me despertou muito, achei muito interessante. Mas quando terminei o curso foram surgindo outras oportunidades. Mas depois acabei me lembrando do meu interesse, procurei na internet e vi os cursos de hipnose, ali pensei que seria o momento de fazer algum deles e investir na área.

     

    FM - Tem algum outro profissional em Passos que trabalhe com essa linha?

    Oronilce - Sim, há outros profissionais que trabalham com a hipnoterapia no município, mas não a hipnose clássica, porque ela é subdividida entre clássica, ericksoniana entre outras, então a formação e classificação do curso da OMNI, que é a mais completa da atualidade, não soube de outro profissional que teve esta formação.

     

    FM – Aonde mais você quer chegar, além da questão acadêmica, qual seu intuito com esse aprendizado, essas técnicas?

    Oronilce - Eu quero ajudar o maior número de pessoas possíveis. Agora a experiência é consequência daquilo que você vive. Conhecimento eu busco sempre para estar me aprimorando, o sucesso é algo que acontece, mas eu estou focado e nunca estive financeiramente, faço o que gosto porque sei que na vida nada se leva após o término dela, mas podemos deixar o legado para que alguém nos ajude a aprimorar o processo e dar continuidade nos estudos científicos.

     


    FM - Quando criança você tinha um sonho de profissão?

    Oronilce - Nunca, vim vivendo e quando terminei o Ensino Médio tinha uma pressão sobre vestibular, faculdade e optei por Enfermagem em Alfenas, não me adaptei, voltei para Passos e fiz seis meses de Ciências Contábeis, não gostei e parti para o cursinho. Quando tive maturidade optei pela Psicologia, nunca imaginei e quando entrei no curso pude ver que realmente me agradava.

     

    FM - O exemplo que você tinha de profissional é seu pai?

    Oronilce - Sim, o exemplo de índole, pessoa, honestidade. Tenho certeza que isso tudo sempre foi importante, sempre tive uma família muito tranquila, com minha mãe Sônia, meu pai Oronilce e minha irmã Natália. Somos uma família que amamos trabalhar, conviver, temos uma qualidade de vida aonde as dificuldades do passado fizeram perceber que o dia a dia ao lado de quem amamos não tem valor maior. O tempo é algo que não volta para trás e não podemos perder tempo com doenças emocionais, dor, procrastinação entre outras existentes em nosso meio que gera sofrimento.

     

    FM - Hoje os pais procuram muita ajuda para as crianças nessa área?

    Oronilce – Procuram sim. Quando se trata de filhos os pais fazem qualquer coisa para solucionar. O problema é que os pais se esquecem deles mesmos. No processo de atendimento eu sempre pergunto aos pais quem eles amam mais, se a si mesmos ou aos filhos e todos os pais respondem que amam mais os filhos. Eu digo que está errado, pois se a gente não se ama e não se sente bem, os filhos também não ficarão. Nenhum filho fica feliz quando a mãe está estressada ou passando por alguma dificuldade e aquilo vai acarretar na vida dele por que os pais e/ou adultos sempre seremos figura de autoridade e exemplo.

     

    FM - E o que você pensa em relação ao suicídio que acomete tantos jovens na atualidade?

    Oronilce - Na verdade, o que temos descoberto na hipnoterapia é o seguinte. Vou dar um exemplo obviamente fictício, mas para melhor compreender: uma menina de 16 anos, com quadro de depressão e com pensamentos suicidas. Fazemos a regressão e, através da hipnose, ela vai direto para a gestação, o pai dela era muito ausente na vida da esposa e então ela desenvolve um sentimento de carência durante a gestação. Aos 6 anos de idade os pais se separam, então ela teve a primeira perda e depois ela veio a sentir falta desse pai que foi o segundo evento de carência impactante além do sentimento de perda. Aos 14 anos, ela teve o primeiro relacionamento amoroso e transferiu essa carência para o parceiro. Depositou a felicidade dela na vida do outro e, sendo o primeiro, pode acontecer de não dar certo pela imaturidade da idade e quando o namorado terminou com ela a angústia aumentou. Então, surgem questionamentos do tipo “Porque nada dá certo comigo?”, “Qual o meu problema?” - a pessoas não entende de onde vem tudo isso. E, no segundo relacionamento aconteceram as mesmas coisas, o depósito de felicidade que suga o outro, exige cobranças, muito por força do medo de perder, da mesma forma que ela perdeu o pai transferindo o medo para o momento atual, medo de perder o namorado. Então, da mesma maneira que aos 15 anos não tem um total contexto de querer o pai, ela transfere isso para outras relações interpessoais. Após isso, surgem os pensamentos suicidas devido às frustrações, como se tudo devesse acontecer da maneira que tentamos escolher. Cada caso é de um jeito especifico, o meio exterior sempre estar influenciado na vida de alguém, o impacto do mesmo é o fator principal que somatiza em sentimentos e pensamentos negativos e autodestrutivos ou não.

     

    FM - A sociedade que vivemos nos molda para depender do outro?

    Oronilce - É a quantidade de eventos negativos nas relações interpessoais que vai dar a ela a depressão, tudo aquilo que vai contra os princípios e valores morais do que pensamentos através da educação que nos foi dado e também outros fatores como questões biológicas, históricos de vida e familiar. Olhando para a ciência, as questões orgânicas, neurotransmissores que definem prazer e vitalidade podem ser impactadas com as nossas vivencias, fazendo com que a depressão ou outra patologia psíquica tenha sua característica, como também, não necessita de uma experiência negativa para adquirir o mesmo. E são questões assim, que buscamos para a melhoria da ciência.

     

    FM - Ao solucionar o problema, há a necessidade de retorno?

    Oronilce - Eu preciso da primeira sessão para saber se haverá segunda e assim sucessivamente, varia muito, não se define o tratamento com quantidade de sessões, estamos falando de experiências vivenciais, vida, emoções e sentimentos. Quanto maior for o engajamento nas resoluções das suas situações problemáticas, obviamente será em menos sessões, a eficácia do tratamento será mais rápido se houver uma necessidade de urgência para mudanças e comprometimento.

     

    FM - E como é feita a hipnose?

    Oronilce - Através de técnicas de indução, a pessoa fica deitada, ela não está inconsciente e nem dormindo, ela estará em um estado profundo de relaxamento, na verdade toda hipnose é uma auto-hipnose. Então, não sou eu quem hipnotizo, mas a própria pessoa que se permite o relaxamento, o que o paciente faz é seguir as instruções do hipnoterapeuta para que ela entre em hipnose se permitindo passar pela experiência, nós não dominamos ninguém.

     

    FM - Existem pessoas resistentes à hipnose?

    Oronilce – Não. Não existem pessoas resistentes, até por que as pessoas que me procuram estão abertas às mudanças. Ninguém obrigatoriamente, são raros os casos de quem veio não deu certo. E a hipnose também não funciona para casos de esquizofrenia já avançada ou demência, pessoas que estão em surto psicótico e autistas, por não terem a atenção focada, infelizmente.

     

    FM - Como é algo novo e as pessoas fazem regressão de infância, vidas passadas, tendem a relacionar com um viés religioso, mas se trata de uma ciência, tanto é que tem a certificação de conselhos, ou seja, envolveram estudos científicos que constantemente são aprimorados.

     


    FM - Quais foram situações gritantes em que você atendeu e obteve êxito?

    Oronilce – Abuso sexual. Cerca de 70% das mulheres que atendo sofreram algum tipo de abuso, e elas saberem daquilo que não lembram não as traz do sofrimento. Por isso, resolvemos tudo lá. E quando ela lembra não vai trazer raiva ou sentimento ruim, pois já descontamos isso na sessão, já libera toda a emoção na hipnoterapia. E, vale ressaltar, que são muito mais casos de abuso com mulheres do que com homens. Na maioria das vezes essa violência surge no seio familiar.

     

    FM - Você disse que fez especialização em psicologia jurídica, atua?

    Oronilce - Atuei nas questões da dependência química, na Apac também, é uma área que eu sempre me interessei e o que eu gostava mesmo era das questões que envolviam a Vara da Família, com crianças e adolescentes, quando vim para Passos o forte não era isso e sim a criminalidade, então segui mais por essa vertente, adquirindo na pós graduação o conhecimento e funcionamento da mente os criminosos, sociopatas e etc.

     

    FM - É possível fazer hipnoterapia com um psicopata?

    Oronilce - Para você ter ideia, nós temos no Brasil mais ou menos em torno de uma São Paulo, em quantidade de pessoas espalhadas no Brasil. Mas as pessoas alienam a psicopatia com o assassino e não é bem assim, muitas pessoas não têm essa questão com “ser assassino”, mas, aprendem a conviver em sociedade para que não descubram quem são de verdade pela repreensão que vivem e sentem. Mas, têm o potencial enorme de estar no topo, entre os maiores empresários, cargos de chefia, pessoas de poder, que têm facilidade de aprendizado e adquire formas diferentes e chegar aos seus objetivos por não terem as emoções como bloqueios e traumas como alguém que não possua essa mesma patologia. São pessoas com mais facilidades para resolução de problemas e utilizam maneiras diferentes.

     

    FM – A pessoa se lembra ou faz a sessão sem consciência?

    Oronilce - Ela não possui efeito colateral, ela se lembrará de tudo, mas não terá a emoção quando se lembra de algo negativo. Durante a hipnose há conversa o tempo todo, a semiconsciência permite isso, a pessoa lembra de tudo.

     

    FM - Quais as ferramentas atuais que existem e que divulgam o seu trabalho?

    Oronilce - Hoje eu tenho outros projetos e eu tive e ideia de fazer uma agência publicitária virar um outro negócio, então vai atender outros clientes também.

     

    FM - Os vídeos que você tem feito são específicos do seu trabalho?

    Oronilce - Sim, o tema central é hipnoterapia e neles coloco os temas de depressão, ansiedade, o que a hipnoterapia pode fazer em benefício disso. Também sou convidado para palestras em instituições de ensino como a Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), Faculdade Atenas, IF Sul de Minas e instituições religiosas também como encontro de casais, programações comunitárias relacionadas com conflitos na existência humana. 

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