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    17/09/2019 09h57 - Atualizado em 17/09/2019

    A natureza democrática

    No extremo sul do Chile, o parque nacional oferece passeios tanto para trekkers experientes quanto para quem vai em busca de contemplação

    Paulo Favero - Especial para a Folha

    O fim do mundo é lindo. E te deixa sem fôlego. Literalmente e metaforicamente. Explorar o Parque Nacional Torres del Paine, no extremo sul do Chile, exige caminhar e um bom pique. Mas o que se vê na paisagem vale o suor.


    A exigência física é para todo tipo de pessoa, desde os mais atléticos até os mais sedentários. Claro que quanto melhor o preparo físico, maior o número de opções de passeios. O mais emblemático é a subida à base das torres, principal cartão-postal do parque. São cerca de 22 quilômetros, metade subindo, metade descendo, e leva o dia inteiro - em média, oito horas.


    As três torres de granito, que foram esculpidas pelos glaciares ao longo de séculos, têm sempre uma centralidade nos passeios. Mas não se assuste: além dos diversos circuitos de caminhadas com diferentes graus de dificuldade, há outras opções para explorar os 283 mil metros quadrados do parque. Percorrer as trilhas a cavalo, de barco ou mesmo de carro são possibilidades que tornam os circuitos mais democráticos.


    As agências de Puerto Natales também oferecem passeios de ônibus, que duram o dia inteiro e param em pontos dentro e fora do parque. Eles costumam buscar no hotel e trazer de volta - algumas incluem refeições e entradas, em outras o valor é pago à parte. Os preços começam em uma média de R$ 200.


    Para chegar, é preciso voar da capital Santiago até Punta Arenas, e depois seguir por cerca de 300 quilômetros por uma boa estrada até o parque. Outra possibilidade é voar de Santiago para Puerto Natales, que fica a apenas 80 quilômetros do parque - mas esse trajeto só funciona durante a altíssima temporada, entre dezembro e fevereiro.

     

    Para todos

    Nas proximidades do parque existem acomodações para todos os tipos de gosto e bolso - mas já vale reforçar que não é muito barato ficar perto do parque. Existem hotéis luxuosos, com o sistema all-inclusive, até pousadas, acampamentos e refúgios no meio das trilhas (neste caso, é preciso agendar pelo sistema de reservas do parque). Algumas pessoas optam por ficar em Puerto Natales e fazer todos os dias o trajeto de carro até o parque.


    Em uma viagem como essa, o planejamento é importante para definir a quantidade de dias que o turista pretende ficar na região. Geralmente, quatro ou cinco noites é o período ideal para os passeios principais, mas todo mundo vai embora com a sensação de querer ficar um dia a mais.


    As paisagens únicas atraem cerca de 500 mil pessoas por temporada ao parque. Para se ter uma ideia, há 20 anos o número de visitantes girava em torno de 18 mil. A maior parte do público se concentra em sete ou oito meses no ano - muitos hotéis fecham no fim de maio e só voltam a abrir em outubro. O parque, contudo, fica aberto o ano todo.


    Esse aumento no número de turistas promoveu também um processo de regulamentação. Fazer fogo no parque, por exemplo, é proibido desde o grande incêndio de 2011. Além disso, é preciso levar todo lixo produzido para fora do parque. Afinal, preservar é a prioridade - e os visitantes vêm justamente por causa do contato com a natureza.

     

    Dicas

    Desprendimento: Esteja preparado para a ausência de banheiros em algumas trilhas. Muitas vezes o matinho é a única solução possível.


    Desconecte-se: No Parque Nacional não há sinal de celular. Aproveite para se conectar com a natureza.


    Não esqueça: O clima seco em qualquer época do ano exige boa hidratação. Tenha sempre uma garrafa a tiracolo. Use sempre a mesma para não gerar lixo. 

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