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    16/09/2019 10h17 - Atualizado em 16/09/2019

    Dia a Dia: As trovas - Parte 4

    Luiz Guilherme Winther De Castro - Especial para a Folha

    Seguimos com mais algumas trovinhas para exercitar nossa mente, a imaginação e para nosso entretenimento também. Achei uma trova avulsa anotada num canto de recorte de jornal, escrita à mão. Vejamos: Mandei a felicidade / correndo atrás de você. / Quem voltou foi a saudade / sem saber dizer porquê.

    Em Carmo do Rio Claro viveu há muitos anos um senhor cujo nome era Antônio Zacarias. Eu não o conheci, conheço apenas poucas referências sobre ele. Já cheguei a ler uma crônica do Dr. Adelmo Soares Leonel, há vários anos, contando uma historinha divertida sobre essa pessoa.

    Mas, o pouco que sei sobre ele, veio de um tio de minha esposa, José Benedito Vieira, o Zé Aprígio, já falecido também, que teve convivência com o Antônio Zacarias. Aprígio era o nome de família do pai do José Benedito Vieira. Contou-me o Zé Aprígio que até chegou a acolher o Antônio Zacarias em um cômodo de sua propriedade durante certo tempo.

    Disse-me ele, que o Antônio gostava de fazer versinhos e tinha também uma fértil imaginação para contar histórias que teriam acontecido com ele, mas, eram apenas fantasias de sua criativa imaginação. Quanto aos versos, ele se lembrou de quatro deles e que eu anotei há tempos. Vamos a eles.

    01 - Atravessei o rio / dentro de uma caneca. / Senta aqui no meu colo / cinturinha de boneca. –

    02) Atravessei o rio / dentro de uma cabaça. / Onde tem moça bonita / moça feia não tem graça. –
    Esta trovinha aqui tem uma explicação. Não citarei nome, para não ferir sensibilidades, apesar de serem pessoas falecidas, mas que deixaram parentes.

    Diz o tio de minha esposa, que dentro do bar ou armazém que estava o Antônio Zacarias, havia uma moça da sociedade. Ao ouvir o primeiro verso acima, ela pediu que ele fizesse um para ela. Como ele provavelmente não a achava bonita, lascou este segundo verso aí. É claro que ela não gostou! –

    03) Eu não gosto de cantá / onde não sou conhecido. / Tenho medo da peroba / me comê no pé do ouvido. –

    04) – Lá no Céu caiu um cravo / não é verde nem amarelo. / Você não sabe cantá verso / Vá no cocho comê farelo. Contou-me também o senhor Zé Aprígio, que um dia Antônio Zacarias ia pela rua acompanhado por um amigo. O amigo, a certa altura, falou para ele: - “Antônio, estou pensando em dar um tiro no ouvido!” – Imediatamente, Antônio Zacarias respondeu: “ – Não sendo no meu!” – Ele era um desses “filósofos” populares, que bebia e pensava.

     

    Seguimos com mais algumas trovinhas achadas nas maravilhas da internet.

    – 16) Sonho um mundo de homens puros / sem fronteiras, sem entraves, / onde as casas não tem muros: / onde as portas não tem chaves. (Orlando Brito – MA) –

    17) Ofensas, busca evitá-las / que a palavra tem raízes; / tu és Senhor do que calas, / mas escravo do que dizes! (Heloísa Zaconato – MG) –

    18) Levo meu pai pelos braços / e vou, em passos certeiros, / guiando os últimos passos / de quem guiou meus primeiros (Arlindo Tadeu Hagen – BH) –

    19) Se lhe ofendem, não se doa, / a maledicência passa, / como passa uma garoa / sem arranhar a vidraça. (Miguel Russowsky – SC) –

    20) Quanto mais teu corpo enlaço / mais padeço o meu tormento, / por saber que o meu abraço / não prende o teu pensamento. (Jesy Barbosa – deve ser a mesma pessoa já citada antes, sendo de Petrópolis-RJ ).


    Fazer trovas deve ser um bom entretenimento para pessoas que amam o que é belo no nosso idioma.

    Mesmo que alguém não se sinta capaz de compor uma trova, acredito que valha a pena tentar, pois é um exercício de criatividade e muito bom para o cérebro, para todas as pessoas, não só para jovens, mas, para jovens há mais tempo, aquelas pessoas que já estão curtindo a terceira idade.

    Há algumas que já curtem até a pós terceira idade, ou seja, já estão na quarta. O importante é a pessoa se sentir viva e feliz. “Garimparemos” mais algumas na próxima semana. Boa leitura!

     

    LUIZ GUILHERME WINTHER DE CASTRO, professor de oratória e de técnica vocal para fala e canto em Carmo do Rio Claro/MG, ex-professor do ensino técnico comercial - formado no Curso Normal Superior pela Unipac. E-mail: luizguilhermewintherdecastro@hotmail.com 

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