• Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8829-8351

       
    ÁREA DO
    ASSINANTE
    ESQUECEU SUA SENHA?
    Você receberá em seu e-mai uma nova senha para login.
    

    Assine 35 3529-2750

    Fale Conosco contato@clicfolha.com.br

    WhatsApp 35 9 9956-5000

    
    12/09/2019 11h58 - Atualizado em 12/09/2019

    Opinião: A Flipassos e a educação municipal

    Por mais áridos que sejam os problemas por que passa o Brasil e de cujos efeitos nenhum dos entes federativos está livre, aos municípios cabe estabelecer prioridades ao molde de políticas próprias nas áreas que lhes são de competência, universo em que ocupa lugar de inegável relevo a educação infantil.

    Testemunhou-se novamente na última Flipassos, a nossa feira literária, que ocorreu nos últimos dias de agosto, a grande presença de crianças e professores(as) municipais durante a ocorrência do evento. 

    Vale dizer que a Flipassos se transformou em lei há dois anos e, por isso, estará presente no calendário local independentemente de quem detenha o mandato. Torná-la obrigatória, por medida desta administração, simboliza um enorme impulso a campo tão fecundo quanto a literatura, que tem vivido de eventos desta natureza por tantas cidades brasileiras, como uma forma de aproximar público, obras e escritores. 

    Municípios que promovem feiras literárias propiciam a intensa participação de suas escolas durante os dias do acontecimento, uma vez que tudo ocorre em nome da literatura, inclusive nas suas vertentes infantis, momentos em que convidados interagem com as crianças para contar-lhes histórias, além dos estandes com livros disponíveis para quem frequenta os primeiros anos escolares.

    Ao fazê-la oficial, a administração pode criar o clima necessário entre as escolas que estão sob seu comando e o evento, tudo em nome de despertar nos pequenos alunos o interesse pelas obras literárias e, assim, conduzi-los a um melhor desempenho também nas habilidades de ler e escrever.

    Indispensável que o envolvimento das crianças acarrete o envolvimento das próprias famílias. Foi o que a feira, mais uma vez, demonstrou. Houve crianças expondo trabalhos sobre obras e autores às famílias e a tantas pessoas que estiveram presentes, fato que se reveste de valor inestimável. 

    Nunca é demais lembrar que os livros permanecerão eternamente entre nós, não importa sob que plataforma, seja na confecção em papel, seja tecnológica. A literatura sempre teve e sempre manterá o seu espaço, pois se trata da arte de recriar, sob os fluxos da imaginação, da criatividade e da arte de escrever, a história da humanidade, que se renova ao infinito. 

    Educar as futuras gerações para valorizarem a linguagem, a leitura e os livros significa educá-las, sobretudo, para aprenderem a articular melhor o pensamento e, em consequência, a comunicação e a compreensão dos fatos a seu redor, de modo a lhes fornecer as ferramentas essenciais para atuarem num mundo que se revela cada vez mais complexo. 

    Embora a Flipassos não se restrinja, claro, ao campo infantil, estimular os laços entre as crianças e a literatura adquire suma importância num momento em que os índices de leitura do Brasil continuam bastante insatisfatórios, mesmo em comparação a outros países sul-americanos de menor porte. 

    Aos municípios e a seus gestores, portanto, não lhes é dado que decaiam para a inércia e a falta de propósitos específicos, sob o escudo dos obstáculos orçamentários provindos dos estados e da União. Uma nação se constrói melhor à maneira das edificações comuns. É preciso investir, a princípio, na solidez das infraestruturas. 

    Desta forma, não há política de longo prazo mais essencial do que o investimento na educação e na cultura das novas gerações. E é possível, sim, fazer com pouco, desde que seja bem-feito, desde que haja prioridades, planejamento, norte.

    Merece, pois, louvores o atual mandato por criar sua feira literária obrigatória, além de procurar aprimorá-la a cada edição, fato que ostenta o potencial de fazê-la sempre mais forte, inclusive com a adição de outras parcerias e a presença de público externo a Passos.

    Nas últimas duas edições, foi destaque ainda a participação de vários escritores, dentre os que aqui possuem suas raízes e os de fora, inclusive a Associação de Escritores de Passos e Região. Louvores também, na edição deste ano, para o tema, que abrangeu as relações entre jornalismo e literatura, com a justa homenagem ao jornalista e editor desta Folha, Carlos Alonso Parreira. 

    Na Flipassos, pudemos, enfim, respirar ares melhores, os ares da literatura em seus vários segmentos, porém com o fundamento de dar a nossas crianças os laços iniciais para o amor aos livros.

    ALBERTO CALIXTO MATTAR FILHO escreve quinzenalmente, às quintas, nesta coluna.


    NÃO HÁ POLÍTICA DE LONGO PRAZO MAIS ESSENCIAL DO QUE O INVESTIMENTO NA EDUCAÇÃO


     

    Mais sobre a editoria

    Guia da Cidade
    INCLUA SEU ESTABELECIMENTO

    Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8829-8351

    © 1984 - 2019 Folha da Manhã. Todos os direitos reservados.
    Desenvolvido por Mediaplus