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    12/09/2019 10h47 - Atualizado em 12/09/2019

    História com sabor de Minas

    Livro sobre a história da Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro será lançado hoje, durante solenidade em que a empresa também será homenageada na Câmara

    A Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro – Casmil faz o lançamento do livro “Uma História com sabor de Minas”, nesta quinta-feira, na Câmara Municipal de Passos, durante o evento anualmente realizado pelo Legislativo passense – “Excelência Empresarial”.

     

    O espaço especial cedido durante o evento à cooperativa se deve à comemoração dos 70 anos de fundação da Casmil.

     


    O trabalho, desenvolvido durante o ano de 2018, ficou a cargo do escritor Marco Túlio Costa, que presta assessoria de comunicação à empresa, a pedido do presidente Leonardo dos Reis Medeiros. “A intenção é preservar a memória da uma das empresas que mais se identificam com o desenvolvimento de nossa cidade” – disse Leonardo.

     


    O trabalho começou dentro dos próprios arquivos da Casmil, que ao menos desde a década de 1990 mantinha um informativo regular próprio. Em 2014, já tinha sido feito um trabalho de digitalização de todo o acervo de fotos em papel da Casmil. Entretanto, o material publicado sobre a história da empresa, mesmo na comemoração dos 50 anos, era pouco, ocupando não mais que algumas páginas de uma revista comemorativa.

     

    O desejo era fazer algo mais abrangente, mais duradouro, que mostrasse o grande esforço das primeiras diretorias na consolidação da cooperativa e a trajetória de superação e conquistas até o presente.

     


    Para informações sobre o ambiente em que surgiu a cooperativa, foi fundamental um trabalho anterior, do professor e historiador Antônio Theodoro Grilo, para o Sindicato dos Produtores Rurais. Várias outras fontes foram consultadas. Contudo, especificamente sobre a criação da cooperativa, as referências são superficiais e escassas.

     

    Nessa pesquisa, Marco Túlio encontrou, no Centro de Memória da Estação Cultura, um livro de atas de uma tentativa anterior, de 1946, de se fundar uma cooperativa mista em Passos.

     

    Aquela ideia não vingou, mas esse desejo perdurou, pois muitos dos nomes envolvidos naquela primeira investida figuravam das reuniões que iriam resultar na fundação da “Cooperativa de Laticínios”, em 6 de fevereiro de 1949. Também encontrou no local uma coleção de jornais “O Sudoeste” e “A Gazeta de Passos”, que ilustravam algumas passagens marcantes dessa história.

     

     

    Muitas curiosidades

    A linha condutora do livro são as atas. “Fiz a leitura de todas as atas das assembleias gerais ordinárias e extraordinárias, de 1949 a 2018, anotando alguns fatos interessantes. Também recorri a alguns livros de ata do conselho de administração.

     

    Embora normalmente as atas sejam muito econômicas em informação, recolhi nesses textos algumas informações interessantes” – comentou ele – “Mas de início o que me intrigou foi a existência de uma ata, em 1952, pedindo autorização à assembleia para a venda de lotes da área da cooperativa, mas não existia uma ata anterior de compra. A pesquisa sobre a questão dessa área, bem como dos dois principais prédios existente àquela época, naquela parte da cidade – o Colégio Estadual e o Educandário, mereceram capítulos à parte”.

     

     

    Algumas das histórias mais pitorescas foram publicadas aos poucos no informativo da Casmil. Uma delas é um que consta da ata da 8ª Assembleia Geral Ordinária, realizada no dia 27 de janeiro de 1957, em que diretoria e produtores debatem sobre qual seria a melhor maneira de agregar valor ao leite, através da fabricação de novos produtos. Nessa época, Pedro da Silva Lemos é o presidente; o diretor-secretário é Nestor Vilela Lemos; o diretor-gerente é Dr. José Meirelles Junqueira; e são conselheiros administrativos Joaquim Soares de Melo e João Cardoso Lemos, o João Quirino.

     


    “Àquela época, os produtos da marca Radar eram vendidos até mesmo em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Havia na capital gaúcha um representante chamado Pedro Laurentino Kunzler. Durante a AGO, é lida uma correspondência desse cliente gaúcho, que faz um apelo inusitado à cooperativa. Ele pede a doação de um tourinho zebu ao Reverendíssimo Arcebispo de Porto Alegre.

     

    A assembleia resolve contribuir com um donativo de cinco mil cruzeiros para a aquisição do tourinho. A compra é considerada ‘módica’ uma vez que o próprio presidente da Casmil com ‘cavalheirismo e boa-vontade’ decidira ceder o ‘refinado animal de sua reserva’ para o Arcebispo gaúcho”.
    Outra história muito curiosa levantada pelo escritor é a dos pombos-correio.

     


    “Conversei com muitos funcionários e esse fato foi lembrado primeiramente pelo Cléber José Alves, que me falou sobre um pombal existente no terraço do edifício sede. Fui ver a história, confirmada pelo veterinário Jésus de Coracy Ferreira, pelo ex-leiteiro Francisco de Assis Andrade e também pelo ex-funcionário Arlindo Teodoro da Silva” – relata Marco Túlio.

     


    Era a gestão do José Meirelles Junqueira (entre 1966 a 1969). Naqueles tempos a comunicação era muito difícil, não havia telefones na zona rural, nem mesmo radioamador. Eram poucos os automóveis.

     


    “Na época das águas, as estradas viravam um atoleiro só. Se o caminhão quebrava ou ficava atolado, como avisar à cooperativa e pedir socorro? Aí entrou a ideia inusitada do Dr. Junqueira, que era fornecer um pombo-correio ao motorista do leiteiro. Era o fax daquela época! Tinha até funcionário para receber essas mensagens aladas” – comenta Marco Túlio. 

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