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    11/09/2019 09h02 - Atualizado em 11/09/2019

    Dia a Dia: Um viver alegre e saudável

    Sebastião Wenceslau Borges - Especial para a Folha

    Estive ao longo de quase um ano acompanhando e “sapiando” como é a construção atual e arquitetura de uma casa, os processos de engenharia, e o uso de materiais modernos.


    Durante esse tempo fiz amizade com o pedreiro José Joaquim que, pela sua idade baseada à minha, trabalhou em construções completamente diferentes dessas atuais, mas por ser um bom profissional, se adaptou facilmente a esse tempo moderno da construção civil. Sempre estava eu a bater um papo com ele, às vezes analisando essas diferenças de construção de uma moradia moderna pelas mais antigas.


    A maioria das casas mais antigas eram construídas sem o recuar da calçada, não havia problemas em ter portas e janelas rentes à rua, onde famílias ficavam sentadas na calçada à noite nos dias quentes, num viver com muita tranquilidade.

     

    É claro que nos anos 50 em que eu e o sô Joaquim vivemos nossa infância ainda não existiam esse gigantesco mundo virtual como temos nos dias atuais. Daí, com a internet, as pessoas deixaram de se encontrar, ter um dedo de prosa, preferindo ficar no aplicativo de mensagens.

     

    Antigamente os terrenos eram grandes, cercados por muros de taipas ou arame farpado. Construíam: casas baixas, chalés, meia água, casas com alpendre... Os quintais tinham arvoredo, um cercado de bambu para a horta de verduras, e sobrava espaço para um mandiocal, moita de bananeira, plantar em época de milho verde, e o chiqueiro para a engorda de algum porquinho caruncho.

     

    Matava-se o porco e a carne se guardava na gordura em grande lata na dispensa. Nas construções, nada de lajes, todas eram cobertas de telhas de barro, os forros eram de madeiras ou de esteiras, piso de cimento vermelho ou assoalho de tábuas, encerado com cera Parquetina, e o lustre era dado com escovão. Vidraças nas janelas, tijolos assentados em massa de barro, e não na massa de concreto como é usado na atualidade, e os cômodos ficavam ligados uns aos outros, sem o uso de corredores, com poucos bicos de luz.

     

    Hoje a atual arquitetura coloca corredores que permitem acessos a quase todos os cômodos, e luzes por todos os cômodos da casa que acendem por sensor. Essas transformações de moradias em que vivemos atualmente, muitas vieram para melhor, embelezando a paisagem, principalmente nos grandes centros, onde se via em lugares dessas antigas moradias construções de edifícios e casas seguindo uma arquitetura e mobiliário moderno, com móveis planejados, armários ocupando os vazios dos cômodos, vidros, acrílicos, novos e modernos eletrodomésticos, com uma enorme variedade de materiais, com portas e janelas de vários formatos e tamanhos, diversos tipos de metais, acabamentos com pisos em porcelanato de mais de trezentos reais o metro, torneira de mais de dois mil reais, revestimentos importados caríssimos, tintas e texturas que causam impacto, mármore italiano para escada, paisagismo integrando ambientes, entre outros materiais totalmente adaptados às novas tecnologias que se faz exclusivamente para cada construção.

     


    E como disse o amigo Joaquim: “Eh sô Tião, às vezes dá para assustar, o senhor como eu que tivemos uma infância morando em casa sem garagem, com fogão a lenha, aproveitava- se as brasas para pôr no ferro de mão e passar roupa, e ao lado da chapa do fogão sempre ficava um bule de folha esmaltado cheio de um café quente, um arame estendido acima do fogão, onde se colocavam linguiças, toucinhos, chouriços... e muitas casas tinham junto ao fogão serpentina para o banho quente. A mobília era simples: nada de sofá, eram cadeiras, tamboretes, e camas Patente (eram as melhores). Na cozinha o armarinho de telinha ou um guarda louça de madeira com gavetas, onde se guardava as louças e mantimentos, mesa no centro da cozinha onde se fazia as refeições, e poucas casas tinha como divertimento uma televisão pequena em preto e branco ou um rádio”!

     


    A verdade é que ainda há pessoas que preferem casas mais velhas e com toque de nostalgia que reúnem memórias, e outras que preferem as casas que tem um cheirinho novo.

     


    Enfim, não importa se minha infância e a do sô Joaquim é de um tempo, ou se a sua é de outro. Se não havia ou se hoje tem celular, computador, internet, modernas arquiteturas... O importante é o relacionamento de Pais e Filhos, a família, seja morando numa casa de construção antiga, ou numa moderna, ali todos tem é que estar juntos em harmonia para um viver alegre e conforto saudável.
    É o tempo passando e a gente “Memoriando”!  

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