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    10/09/2019 12h28 - Atualizado em 10/09/2019

    Opinião: Até aonde pode ir tamanha insanidade?

    Quando fazemos essa perigosa pergunta em epígrafe, sobre o presidente Bozonaro, fazendo coro a outros milhões de cidadãos conscientes, tanto do Brasil quanto de fora dele, a resposta se torna tanto obvia quanto presumida. Na obviedade a resposta é: para local desconhecido e/ou ignorado. Pelo princípio da presumibilidade: para a grosseria, o tosco, a ignorância; podendo sempre avançar para o bizarro, o sinistro, o imponderável.

    Apesar de muito sofrível, dá, com muito esforço, para aceitar alguma derrapada de governantes neófitos, em início de mandato, mesmo tendo assessoria para tudo, consulta em todas as áreas. Só não dá para aceitar é uma índole impetuosa, boçal, autoritária. Nessa toada asinina, o presidente Bozo tem-nos demonstrado, sobejamente, uma capacidade inata para criar e/ou recriar fatos que o está garantindo, com folga, como o mais turbulento da história do “Brasil Pátria ‘Nada’”. E o mais preocupante, para não dizer sinistro, é que essas tormentas têm se repicado cada vez mais a miúde, pouco se lixando para os resultados negativos e as consequências das antecedentes. Não se tira lições, aprendizado, ou conclusões das últimas intempestividades, a não ser o que parece ser o gosto por tudo isso. Sempre o presidente Bozo consegue ir mais longe ou escavar mais, quando já o julgamos no fundo do poço.

    Assim sendo, para tomarmos apenas uma pauta de cerca de duas semanas, aquilo que estava (e ainda está) em ebulição eram as queimadas da Amazônia. Ao ensejo, alguém ouviu o presidente Bozonaro lamentá-las, de maneira contundente, como seria de se esperar de um chefe de Estado? Alguém viu medidas de urgência e emergência, como soer acontecer ante fato tão dolorido não só para o Brasil, como também para o mundo inteiro? ‘Certamente que sim’. Vamos então às reações urdidas pelo presidente: poucas semanas antes do fogo, pasmem, rasgou dinheiro (vocês sabem o que isso significa, né? Diria Mephistópheles), qual seja, recusara a oferta para prevenção de desmatamento de quase 300 milhões de reais a fundo perdido, da Noruega e Alemanha, sob o pretexto mais ridículo de que queriam tomar a soberania amazônica do Brasil. Disse para eles enfiarem... (opa, quase que entrego o que ouvi dizer que ele falou nos bastidores), ou melhor, para usarem esses recursos para reflorestar a Alemanha. Que o leitor responda rápido: isso foi ironia, grosseria ou as duas coisas? Depois, como se não bastasse, (agora já com o fogo no rabo), ante a oferta emergencial de mais 90 milhões de reais pelo “G7” (grupo dos sete países mais ricos do mundo), disse à maneira de criança bronco, que só aceitaria se o presidente da França, Emmanuel Macron, (vejam só), lhe pedisse desculpas por tê-lo chamado de mentiroso. Teria mais é que agradecer o eufemismo! E daí para frente o que aconteceu? Como não teve mais prevenção, segundo o próprio Bozo, por falta de dinheiro, aliada ao incentivo mal disfarçado para o desmatamento e queimada perpetrado pelo próprio presidente, o que vimos e ainda estamos vendo, foi a Amazônia transformada num inferno em chamas, se o inferno tivesse aquela dimensão.
    Agora, quanto às ‘medidas imediatas tomadas’ pelo presidente, para o combate às chamas de Plutão, vejamos: primeiro foi não fazer absolutamente nada contra o anúncio do “Dia do Fogo”, difundido por grandes fazendeiros, grileiros e garimpeiros, no Pará (tragedia anunciada. Ponderou Mephistópheles). Na certeza da impunidade e mediante as vistas grossas do presidente, tocaram fogo sem dó nem piedade. Ante tamanha condenação do mundo inteiro, principalmente do Papa, outras medidas surreais de Bozonaro foi justificar que naquela região é perfeitamente normal o fogo por essa época; que foram as ONGs que incendiaram a mata e, que o mundo quer mesmo é tomar a Amazônia do Brasil. Santa Ignorância!

    Noutra medida mais concreta, mandou para lá um pouco de militares que se aprouveram em ficar quase uma semana planejando como seria o combate às chamas. Quando puseram a mão na massa, tinha militar apagando fogo (mostrou na televisão), carregando domésticas vasilhas d’agua com menos de cinco litros de conteúdo. 

    Olha, melhor parar por aqui, sob pena de algum bozonímio dizer que estou a radicalizar; só o fogo não é radical. De qualquer maneira serão mais alguns milhões de hectares para produzir soja e pasto, doravante, para deleite de nosso presidente da República e, menos mata, menos animais, menos chuva.

    Ante uma tragédia dessas será que a ministra Damares não poderia emprestar a tal goiabeira onde ela “falou” com Jesus Cristo? O cabo Daciolo não poderia cunhar uma profecia, ainda que mais amadorística, paraguaia mesmo? Alguma coisa precisa ser feita, mesmo que de cunho metafísico.

    NORIVAL BARBOSA é aposentado.


    ALGUMA COISA PRECISA SER FEITA, MESMO QUE DE CUNHO METAFÍSICO

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