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    05/09/2019 09h44 - Atualizado em 05/09/2019

    Preço do leite volta a cair em Minas Gerais

    "Média Brasil" registra queda de quase seis centavos no mês de agosto

    Pelo segundo mês consecutivo, os preços do leite recebido por produtores registraram queda. Segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, a “Média Brasil” líquida de agosto, referente à captação de julho, fechou a R$ 1,3466/litro, recuo de 4,25% frente ao mês anterior (ou de quase 6 centavos/litro), em termos reais (deflação pelo IPCA de julho/19). Em Minas Gerais foi verificada queda de 3,05% no valor líquido praticado em agosto referente à produção captada em julho.

     

    Em relação ao preço bruto, em Minas Gerais, foi verificada retração de 2,93% em agosto, com o litro de leite negociado, na média bruta, a R$ 1,56. As cotações do leite no campo iniciaram o movimento de baixa em julho, mas a queda acumulada nesses dois meses já é de 12%, em termos reais.

     

    Os pesquisadores do Cepea explicam que o cenário de queda está atrelado à pressão das indústrias, que tiveram as margens reduzidas no primeiro semestre, por conta dos altos preços da matéria-prima e das fracas negociações dos lácteos.

     

    Enquanto o preço do leite no campo acumulou consecutivas altas até junho, influenciados pela oferta limitada e pela grande concorrência entre laticínios, o repasse dessa valorização aos derivados foi dificultado, devido à estagnação econômica, aumento do desemprego, comprometimento da renda das famílias e ao consequente consumo enfraquecido.

     

    Tendência

    A tendência, segundo o Cepea, é que o volume de leite no campo tenha ficado baixo em agosto, o que vai acirrar a demanda por parte da indústria. Esse movimento vai contribuir para uma melhor formação de preços no campo em setembro.


    Entre os motivos para a manutenção da oferta em baixa estão o período de entressafra e a saída de produtores da atividade nos últimos anos, em função dos preços abaixo dos custos. Além disso, a grande insegurança em realizar investimentos de longo prazo frente às incertezas no curto prazo deve prejudicar a captação em 2019.


    Para assegurar a matéria-prima, diminuir a ociosidade não planejada da indústria – o que se traduz em custos – e manter seus shares de mercado, as indústrias continuam atuando com concorrência acirrada, o que impulsionou as cotações no mercado spot na primeira e na segunda quinzena de agosto.


    Esse cenário tem sido atrelado à pressão das indústrias, que tiveram suas margens espremidas no primeiro semestre, por conta dos altos preços da matéria-prima e das fracas negociações dos lácteos. Enquanto o preço do leite no campo acumulou consecutivas altas até junho, influenciados pela oferta limitada e pela grande concorrência entre laticínios, o repasse dessa valorização aos derivados foi dificultado, devido à estagnação econômica e ao consequente consumo enfraquecido.

     

    Até o momento, o comportamento do mercado lácteo está bastante semelhante ao de 2017, com preços elevados no primeiro semestre, em decorrência da oferta reduzida de matéria-prima, e queda brusca na segunda metade do ano, após a recuperação do volume de leite (safra do Sul).

     

    Contudo, a diferença entre esses anos parece estar centrada no fôlego da recuperação da produção. A saída de produtores da atividade nos últimos anos e a grande insegurança em realizar investimentos de longo prazo frente às incertezas no curto prazo devem prejudicar a captação em 2019. Além disso, a safra do Sul foi menor neste ano porque as forrageiras de inverno foram prejudicadas pelo clima desfavorável.

     

    Assim, os agentes entrevistados pelo Cepea afirmam que a oferta continuou limitada em agosto. Para assegurar a matéria-prima, diminuir a ociosidade não planejada (que se traduz em custos) e manter seus shares de mercado, as indústrias continuam atuando com concorrência acirrada, o que impulsionou as cotações no mercado spot na primeira e segunda quinzenas de agosto. 

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